SÃO PAULO - Os preços do petróleo fecharam com queda, embora tenham somado alta de cerca de 4% no acumulado da semana. O tom das operações, assim como no mercado de ações, foi determinado pela incerteza em relação ao plano do governo americano para resgate de ativos problemáticos do mercado dos Estados Unidos.

A falta de consenso entre republicanos e democratas está emperrando a aprovação do programa de resgate de US$ 700 bilhões proposto pelo Henry Paulson no último sábado.

O contrato de WTI negociado para o mês de novembro em Nova York fechou com queda de US$ 1,13, para US$ 106,89. O vencimento para o mês seguinte terminou a US$ 106,18, com recuo de US$ 1,03. Em Londres, o barril de Brent para novembro declinou US$ 1,06, pra US$ 103,54. O contrato para dezembro fechou vendido a US$ 104,59, com desvalorização de US$ 0,96.

Sem o plano, a idéia dos agentes é de que será inevitável que a economia dos EUA entre em recessão, como já avisou o próprio presidente George W. Bush e o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke. Assim, estaria em risco a demanda por petróleo e derivados não só por parte dos americanos, mas de outros países desenvolvidos que estão sob pressão da crise financeira.

Vale lembrar que na quarta-feira o Departamento de Energia dos Estados Unidos já havia divulgado baixa relevante do consumo de combustíveis no país. Hoje o presidente Bush voltou a apelar por um acordo que permita a aprovação do plano em caráter de emergência pelo Congresso. O processo eleitoral em curso também tem afetado o avanço das discussões.

(Valor Online, com agências internacionais)

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