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Secretário-geral da Opep diz que cartel está retirando excesso de oferta

Viena, 10 set (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdallah Salem el-Badri, insistiu hoje, em Viena, que a decisão anunciada esta madrugada pelo cartel de reduzir seu fornecimento de petróleo afeta apenas a oferta excedente.

EFE |

Em declarações a um grupo de jornalistas no Secretariado da organização petrolífera, Badri disse que o acordo alcançado na conferência ordinária de ontem compromete os países que estão extraindo acima do limite estabelecido, que deverão reduzir sua produção de petróleo.

"Tomamos a medida com base nos dados de fontes secundárias" sobre a distribuição das cotas em julho de 2008, disse o secretário-geral, e advertiu que, por enquanto, a organização não revelará quais são as cotas nacionais, mas só o teto total.

"Decidimos voltar aos níveis de setembro de 2007, depois incluímos a Angola e o Equador, e excluímos a Indonésia", acrescentou.

Como resultado, a cota total vigente até ontem, de 29,67 milhões de barris diários (mbd) que abrangia 13 países (todos menos o Iraque), ficou substituída agora por um teto de 28,8 mbd, mas abrange só 11 países, já que a Indonésia fica suspensa de sua participação na organização por vontade própria, após ter deixado de ser um país exportador líquido de petróleo.

Badri disse que, ao estudar os números de julho passado, foi constatado que alguns países-membros estavam produzindo abaixo de sua cota nacional, enquanto outros a superavam em um montante conjunto que avaliou em 900.000 barris diários.

Assim, o excesso de extração de alguns era compensado, em parte, pela ausência de barris de outros, deixando uma diferença de excedente de produção de cerca de 520.000 barris diários.

Portanto, explicou que os países que produzem atualmente acima de sua cota só deverão retirar uma parte dos barris que extraem de forma extraordinária.

De acordo com os observadores do setor, a principal causadora da citada oferta excedente é a Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo, que aumentou de forma unilateral seu fornecimento desde abril, a fim de conter a escalada dos preços da commodity.

A cotação do barril teve nos seis primeiros meses do ano uma forte escalada, que alcançou o máximo em 11 de julho, com recordes históricos próximos aos US$ 148, antes de cair de forma precipitada até cerca de US$ 100.

Na terça-feira, o preço do barril fixado pela Opep caiu pela primeira vez desde 11 de março, abaixo da marca psicológica dos US$ 100, para US$ 98,49, US$ 2,59 a menos que no dia anterior.

Após o anúncio do novo recorte, o barril do petróleo Brent - de referência na Europa - para entrega em outubro subia hoje US$ 0,66 frente ao valor do fechamento de ontem, e às 7h45 de Brasília cotava a US$ 101 na Bolsa Intercontinental de Futuros (ICE Futures) de Londres. EFE wr/an

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