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Secretário recomenda imaginação a exportadores em 2009

BRASÍLIA - As oscilações dos preços das commodities - bens primários com cotação internacional - e da demanda externa não permitiram ao governo estabelecer uma meta para as exportações em 2009. A afirmação foi feita pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento (Mdic), Welber Barral, que recomendou aos exportadores que usem a imaginação para continuarem vendendo ao exterior. Por causa da volatilidade, não conseguimos estipular os preços das commodities, nem as decisões das indústrias [conseguiram], então ainda não temos uma meta para este ano, disse Barral, ao explicar os números da balança comercial de 2008, divulgados hoje (2). Evitando falar em valores, o secretário disse que o primeiro semestre será de dificuldades para as vendas externas. Para ele, tanto os exportadores como o próprio governo precisarão ter criatividade nos próximos meses.

Valor Online |

"Os exportadores terão de ter imaginação e o governo precisará continuar com as medidas de redução da carga tributária e dos custos de logística para aumentar aumentar a competitividade do Brasil no exterior", observou.

Os dados da balança comercial em 2008 apontaram superávit de US$ 24,735 bilhões, o menor desde 2003. As exportações somaram US$ 197,9 bilhões e ficaram abaixo da meta de US$ 202 bilhões estabelecida pelo governo em setembro.

Segundo Barral, o governo está trabalhando para manter a quantidade exportada, em torno de 470 milhões de toneladas de produtos. Para isso, o governo pretende intensificar os esforços para diversificar os tipos de produtos vendidos ao exterior e aumentar o comércio com os países em desenvolvimento, menos afetados pela crise financeira internacional que os países desenvolvidos.

"Os números mostram que, mesmo após o agravamento da crise, as exportações para os países em desenvolvimento continuaram a aumentar", ressaltou o secretário.

De acordo com dados do ministério, em novembro e dezembro, o valor das vendas para os países desenvolvidos caiu 1,9%. No mesmo período, porém, as vendas para as nações em desenvolvimento subiram 4%, com destaque para o Oriente Médio, o leste da Ásia e o leste europeu.

Divulgado hoje pelo Banco Central, o Boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras, mostrou que os analistas prevêem superávit comercial de US$ 15 bilhões em 2009.

Barral, no entanto, afirmou que o fato de as compras do exterior estarem caindo mais que as vendas externas torna favorável a manutenção do saldo em valores próximos aos US$ 24 bilhões registrados em 2008.

"É importante ressaltar que a queda das importações em novembro e dezembro foi ainda maior que a das exportações, o que contribuirá para a manutenção do saldo na balança", avaliou.Conforme o Mdic, a crise internacional, que provocou a disparada do dólar e a queda nos preços internacionais de vários produtos, teve maior impacto nas importações.

Em relação ao intervalo de janeiro a outubro, tanto as importações quanto as exportações desaceleraram nos dois últimos meses de 2008. Mas a queda foi mais acentuada no caso das compras externas, que caíram 42,6 pontos percentuais, contra 29 pontos percentuais das exportações, em novembro e dezembro, em comparação ao restante do ano.

(Agência Brasil )

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