O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, fez coro ao presidente da Andrade Gutierrez, Otavio Azevedo, que defendeu a presença do Estado em grandes projetos, como o de construções de hidrelétricas do País, em seminário sobre infraestrutura. Segundo ele, a preocupação do governo ao participar de grandes investimentos é garantir que os projetos ofereçam uma taxa de retorno que não gerem tarifas muito altas para a população.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, fez coro ao presidente da Andrade Gutierrez, Otavio Azevedo, que defendeu a presença do Estado em grandes projetos, como o de construções de hidrelétricas do País, em seminário sobre infraestrutura. Segundo ele, a preocupação do governo ao participar de grandes investimentos é garantir que os projetos ofereçam uma taxa de retorno que não gerem tarifas muito altas para a população. "Não é uma tendência de estatização, é uma tendência crescente de colaboração do setor público para garantir que investimentos sejam realizados a uma taxa de retorno que garanta tarifas que beneficiem a população brasileira", disse.

Já segundo Azevedo, se não fosse o trabalho conjunto de grandes empresas brasileiras privadas com o setor estatal não haveria as grandes hidrelétricas no País. A Andrade Gutierrez liderou o consórcio Belo Monte Energia, formado também por Furnas, Eletrosul, Vale, Neoenergia e Companhia Brasileira de Alumínio. Apesar de considerado favorito na disputa pela obra, o grupo perdeu o leilão para o outro concorrente, o consórcio Norte Energia, liderado pela estatal Chesf e pela Construtora Queiroz Galvão.

Azevedo lembrou que não há investidores estrangeiros interessados em bancar sozinhos projetos no setor, e citou apenas a presença da Suez (companhia de energia franco-belga) como interessada em grandes projetos de energia. "A verdade é que, em projetos estruturantes, a parceria pública aumenta a capacidade de financiamento do projeto", afirmou.

Sem citar nominalmente o projeto de construção da usina de Belo Monte, que foi criticado pela forte presença do Estado no consórcio vencedor para sua construção, Azevedo afirmou que não existe uma "tendência de estatização" no atual governo. "Isso não pode ser visto como uma estatização, é quase uma PPP (parceria público-privada) e o setor privado vê isso com bons olhos", afirmou o presidente da Andrade Gutierrez. Ele destacou ainda que não se pode esquecer o benefício do conhecimento de estatais como Eletronorte e Furnas para grandes projetos no setor.

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