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Secretário admite estudar sugestões de caminhoneiros

Representantes de caminhoneiros se reuniram ontem com o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, e saíram animados do encontro, acreditando que a Prefeitura vai aliviar a restrição aos veículos de carga na capital paulista. Caso isso não ocorra, ameaçam parar a cidade, com um protesto ainda maior do que o realizado, na segunda-feira passada, nas Marginais.

Agência Estado |

"Todas as propostas serão estudadas", disse Moraes, ao prometer uma resposta para os pedidos da categoria até o início da próxima semana. "Há desde pedidos razoáveis até os mais absurdos." Quando o plano de fiscalização foi anunciado, há uma semana, ele e o prefeito Gilberto Kassab foram enfáticos em afirmar que seriam rigorosos e não cederiam às queixas. As novas regras proíbem que caminhões grandes circulem por uma área de 100 km2 no centro expandido, das 5 às 21 horas, com algumas exceções. Os caminhões menores, chamados Veículos Urbanos de Carga (VUCs), devem respeitar um rodízio de placas pares e ímpares durante esse horário. A partir de novembro, porém, a restrição será total.

Entre as principais propostas das entidades - a maioria ligada à construção civil - está a extensão do horário permitido aos caminhões de terraplenagem. Esses veículos já foram beneficiados no decreto e, atualmente, estão liberados para circular, além das 21 às 5 horas, das 10 às 16 horas. O pedido é para que os caminhões que transportam areia possam trafegar no mesmo horário do transporte de concretagem, das 21 às 16 horas. "Esses serviços são complementares, não dá para fazer uma coisa sem a outra", disse o presidente da União Geral de Trabalhadores, Ricardo Patah.

Rodízio

Outra proposta diz respeito aos caminhões que transportam material de construção. Hoje, pelo decreto, esse tipo de carga só pode ser transportado de madrugada em caminhões grandes ou em VUCs, no esquema de rodízio. Os sindicatos pediram a liberação, durante o dia, de um veículo 1,4 metros maior que o VUC, que tem até 6,3 metros.

O pedido mais ousado das entidades foi o de submeter os VUCs apenas ao rodízio municipal de veículos, das 7 às 10 e das 17 às 20 horas. Em resumo, eles querem que a circulação volte a ser como antes do decreto. Nesse ponto, houve confusão. O secretário não entendeu e informou à imprensa que nenhuma das propostas pedia alterações substanciais do decreto. "Todos entenderam a importância da medida e a necessidade dele para a melhoria do tráfego", disse Moraes. Para ele, o pedido dos caminhoneiros era para que o atual rodízio de VUCs fosse mantido, sem que em novembro esses veículos passassem a seguir a restrição maior.

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