SÃO PAULO - A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná projeta perda de três milhões de toneladas de grãos, entre feijão, soja e milho, com a estiagem em novembro e dezembro. Em nota publicada no site da secretaria, o secretário Valter Bianchini diz que a safra recorde, de 32,2 milhões de toneladas, não será mais atingida.

Segundo ele, parte das perdas pode ser recuperada com o plantio do milho da segunda safra, que começa no fim deste mês, mas isso dependerá do clima.

Na virada do ano choveu em todo o Estado e estão previstas mais chuvas neste fim de semana. Para o secretário, a safrinha de milho, feijão e a soja ganha uma importância maior no Paraná para recuperação de parte dos prejuízos avaliados em R$ 1,5 bilhão.

Em reunião realizada nesta quarta-feira na Secretaria de Agricultura, foi criada uma comissão especial para orientar o plantio da safrinha, que supera em área e produção a primeira safra de milho. O grupo, formado por representantes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Banco do Brasil, Cresol e Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), se reunirá semanalmente para acompanhar a comercialização da safra de verão e o encaminhamento dos pedidos de perícia.

Estima-se que dos 80 mil contratos de custeio da safra de verão feitos entre bancos e produtores, cerca de 20% devem solicitar a perícia para ressarcimento do seguro agrícola, informou a secretaria.

Em cinco dias, o Banco do Brasil contabilizou o encaminhamento de 6,5 mil solicitações de perícia. A Cresol, instituição que atende os pequenos agricultores familiares nas regiões sudoeste, oeste, centro e noroeste do Estado, contabilizou o encaminhamento de 1,8 mil pedidos nos últimos dias, que somam R$ 15 milhões em financiamentos de custeio. O Sicredi, que também atende os agricultores familiares, recebeu 600 pedidos.

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