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SEC processa gestor acusado de fraude envolvendo até US$ 8 bilhões

SÃO PAULO - A Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos EUA, entrou nesta terça-feira com um processo contra o bilionário norte-americano Robert Allen Stanford e outros funcionários do seu banco Stanford International Bank, com sede em Antígua, por conta de uma suposta fraude envolvendo US$ 8 bilhões em investimentos.

Valor Online |

De acordo com a SEC, a instituição financeira vendeu certificados de depósito de alto rendimento a investidores neste valor, mas dizendo que fazia aplicações em papéis líquidos e seguros, que eram acompanhados por uma equipe de mais de 20 analistas. No entanto, segundo o órgão regulador, as aplicações efetivas incluíam ativos do mercado imobiliário e private equity (compra de participações em empresas de capital fechado) e eram determinadas apenas por duas pessoas, o próprio Robert Allen Stanford e James Davis, executivo-chefe para a área financeira da instituição.

Os papéis foram vendidos nos EUA por meio de uma corretora e gestora de investimentos legalmente baseada na cidade de Houston, no Texas. Tanto o banco, que diz ter ativos de US$ 8,5 bilhões e 30 mil clientes em 131 países, como a corretora, que opera com 30 unidades nos Estados Unidos, são acusados pela SEC. Ambos estão ligados ao Stanford Financial Group.

De acordo com a acusação, o grupo supostamente envolvido na fraude dizia ter garantido rendimentos acima de dois dígitos ao ano para seus clientes por um período de 15 anos, retorno considerado pela SEC como "improvável e sem substância".

"Como nós alegamos no termo de acusação, o Sr. Stanford e seu círculo familiar e de amigos com que ele geria seus negócios realizaram uma fraude substancial baseada em falsas promessas e retornos históricos fabricados para atrair investidores", disse Linda Thomsen, diretora da SEC em comunicado.

Ao mesmo tempo em que o caso foi tornado público pela SEC, uma equipe do FBI entrou nos escritórios do grupo Stanford em Houston para apreender documentos.

A revelação sobre a investigação ocorre menos de dois meses depois da descoberta de um esquema fraudulento de pirâmide financeira que teria sido implementado por Bernard Madoff, envolvendo cerca de US$ 50 bilhões. Os membros da SEC foram duramente criticados por legisladores e investidores nos EUA por não terem detectado a fraude antes.

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