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SEC lança investigação interna do caso Madoff

O organismo americano de regulação da Bolsa, a SEC, anunciou na noite de terça-feira que fará uma investigação interna para determinar como a gigantesca fraude de Bernard Madoff não foi detectada antes, apesar das repetidas advertências.

AFP |

"A comissão tem conhecimento de que denúncias confiáveis e precisas alertando sobre a fraude de Madoff foram entregues ao pessoal da SEC (Security and Exchanges Comission) de maneira repetida desde 1999...", admitiu o presidente do órgão, Christopher Cox, que qualificou a situação de "profundamente inquietante".

"Determinei um estudo completo e imediato das denúncias envolvendo Madoff e sua empresa e por que motivo não foram consideradas criveis" pelo pessoal da SEC.

Cox classificou a situação como profundamente preocupante.

A SEC, encarregada de regular o funcionamento das Bolsas americanas, está sob fogo pesado após a prisão de Madoff, que montou uma "pirâmide financeira" de cerca de 50 bilhões de dólares.

A investigação vai se concentrar no funcionamento interno da SEC, com o objetivo de determinar se as regras vigentes foram aplicadas ou se devem ocorrer modificações.

Também será preciso determinar se os contatos entre o pessoal da SEC e a empresa ou a família de Madoff interferiram nas decisões tomadas pelo órgão.

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, acusou na segunda-feira as autoridades reguladoras americanas afirmando que a "a surpresa não é que haja ladrões (no mercado), e sim que a pergunta deveria ser: quem os vigia?.

O presidente da Autoridade francesa dos Mercados Financeiros, Jean-Pierre Jouget, também afirmou que a regulação americana tem falhas.

"Pela quarta vez, a regulamentação americana é motivo de polêmica", afirmou Jouget, em alusão às falências do fundo especulativo LTCM em 1998, da empresa de energia Enron (2001) e do banco Lehman Brothers (2008).

O Wall Street Journal revelou no final de semana passado que a SEC investigou Madoff em várias ocasiões a partir de 1992, sem identificar indícios da fraude bilionária.

Desde 2001, a MAR/Hedge, uma publicação especializada em fundos de investimentos, questionava como os investimentos de Madoff podiam manter "tal regularidade e tal falta de volatilidade".

A publicação também criticava a falta de transparência na gestão e o modo arrogante de Madoff ignorar as perguntas de seus jornalistas.

Além disso, o Wall Street Journal informou nesta quarta-feira que a SEC está analisando a relação de uma sobrinha de Bernard Madoff com um ex-inspetor da entidade reguladora.

"A Securities and Exchange Commission vai examinar a relação entre um ex-diretor da agência e uma sobrinha do financista Bernard Madoff", escreveu o jornal econômico.

O inspetor geral da SEC encarregado da investigação, David Kotz, indicou em entrevista ao Wall Street Journal que tinha "a intenção de examinar a relação entre a sobrinha de Madoff e o senhor Swanson".

Eric Swanson trabalhou para a SEC durante dez anos, entre outras coisas supervisionando programas de inspeção. Ele deixou a agência em 2006, o mesmo ano em que teria começado a sair com Shana Madoff, com quem se casou em 2007.

gmo/LR/cn-lm

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