Tamanho do texto

Em 2015 o número de micro e pequenas empresas (MPEs) passará dos atuais 5 milhões para 8,8 milhões. A projeção é da pesquisa Cenários para as MPEs 2009/2015, divulgada hoje pelo Observatório do Sebrae-SP.

De acordo com o levantamento, a população brasileira em sete anos deve atingir 210 milhões, o que representa que o País terá uma pequena empresa a cada 24 habitantes, aproximando o Brasil dos índices europeus registrados em 2000, quando Alemanha, França e Reino Unido apresentavam, respectivamente, 23, 24 e 23 habitantes por empresa.

Segundo o levantamento, em 2015 mais da metade dos pequenos negócios do País (55%) estará concentrada no setor de comércio, seguido por serviços (34%) e indústria (11%). Os maiores índices de crescimento no comércio devem ser registrados no segmento de materiais e equipamentos para escritórios e informática (crescimento de 12,5% ao ano), comércio de autopeças (7,7% ao ano) e quitandas, avícolas e sacolões (7,1% ao ano). Em serviços, liderarão informática (12% ao ano) e transporte terrestre e atividades auxiliares de intermediação financeira (ambos com 8,4% ao ano). Na indústria, o destaque será o ramo de fabricação de máquinas e equipamentos (7,5% ao ano), edição e gráfica (5,6% ao ano) e confecção de artigos do vestuário (5% ao ano), setores que historicamente vêm puxando o bom desempenho da indústria nos pequenos negócios.

Já na região metropolitana de São Paulo, assim como em outros grandes centros, a tendência é outra: a expectativa é de que o setor de serviços ultrapasse o comércio em 2015, com 717 mil pequenas empresas (47%), contra 665 mil estabelecimentos comerciais (44%) e 134 mil na indústria (9%). Os segmentos que puxarão este crescimento serão os de aluguel de veículos, máquinas e equipamentos (15,5% ao ano) e informática (14,8% ao ano).

Segundo o estudo do Sebrae, os ramos que representam oportunidades para empreender a partir de novas tendências na economia e na sociedade são educação online, lojas especializadas para população com mais de 60 anos, negócios voltados à saúde e centros de lazer e brinquedos, atendendo ao forte aumento de consumo das crianças.

De acordo com o superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, o crescimento da relação empresa/habitante no País se deve à estabilidade econômica, ao aumento da confiança institucional, ao crescimento econômico e à consolidação do ambiente democrático. "Quando há crescimento econômico aliado a um ambiente institucional estável, há maior sensação de previsibilidade, o planejamento se torna menos difícil e o empreendedor se sente mais confiante em investir", avalia.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.