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Sebrae lança programa para internacionalizar micro e pequenas

Para quebrar o ciclo de queda no número de micro e pequenas empresas brasileiras participantes do mercado exportador, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) acaba de lançar seu Programa de Internacionalização, que prevê ações para reduzir os riscos nas operações internacionais para negócios desse porte. Embora tenha ocorrido um aumento no valor exportado por micro e pequenas empresas em 2006 (ver quadro ao lado), o total dessas empresas que atuam no setor de vendas externas tem caído desde 1999.

Agência Estado |

Desse ano até 2006, apenas em 2004 ocorreu uma reação positiva nesse movimento, com um total de 13.569 empresas, em comparação com as 12.998 registradas em 2006, ou seja, uma vantagem de 4,4%.

Se em 1999 as micro e pequenas empresas respondiam por 2,3% do valor total das exportações brasileiras, em 2006, foram responsáveis por apenas 1,4%. Enquanto as grandes empresas registraram um crescimento de 12,5% nas exportações em 2006, as micro tiveram um aumento de 2,4% e as pequenas de 6,1%. Nesse mesmo ano, 45,4% das micro e 21% das pequenas desistiram de exportar.

"As desistências superaram os 60% no período, volume que nos levou a organizar esse programa. É o início de um processo, o que significa que não estamos assegurando o sucesso das empresas, mas com certeza podemos reduzir consideravelmente os riscos nas operações", informa a gerente de acesso a mercados do Sebrae, Raissa Rossiter.

Em parceria com outros órgãos que atuam na área, como a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), o Sebrae quer acabar com o movimento de entra e sai dos pequenos exportadores nacionais. "Com base em estudos encomendados por nós, cobrindo um período de sete anos, constatamos que essa intermitência toda decorre mesmo da falta de preparo, da ausência de planejamento das empresas brasileiras."

Raissa destaca a importância da iniciativa argumentando com a presença maciça das micro e pequenas empresas entre as formais: representam cerca de 90% do total de negócios legalizados. "Então elas têm de estar preparadas para esse cenário globalizado e para as particularidades do mercado internacional, de modo a nele entrar e permanecer com o passar do tempo."

Para isso foram estabelecidas pelo Sebrae frentes de atuação de curto, médio e longo prazo. "No curto prazo, por exemplo, a idéia é dar assistência a um grupo de 1.000 empresas, que já se enquadram em projetos coletivos desenvolvidos pelo Sebrae em todo o Brasil", esclarece. São empresas que de 2003 para cá já realizaram alguma atividade exportadora.

Já os negócios sem experiência na área de exportação serão submetidos ao Plano de Qualificação e Acesso ao Mercado Internacional. Raissa calcula que 4.000 empresas serão, nesse estágio, beneficiadas pelos serviços do Sebrae e parceiros, como Banco do Brasil, Apex e Ministério da Indústria e Comércio até 2010. "Vamos ainda identificar outras 2.000 novas exportadoras com todo um esforço de mobilização."

Entre as ferramentas que foram colocadas à disposição dos empresários, a gerente destaca o acesso on-line. "Trata-se do primeiro passo do programa, em que o interessado vai fazer uma auto-avaliação, verificando em que estágio da internacionalização se encontra em meio aos vários níveis de gestão que enumeramos. Ele vai deparar com uma série de elementos para refletir sobre o significado de ser uma empresa internacionalizada. E se decidir prosseguir poderá se dirigir a um ponto presencial. O Sebrae tem mais de 800 pontos de atendimento em todo o Brasil", informa.

Uma ferramenta que pequenos e microempresários já têm usado desde 1999 é o Despacho Simplificado de Exportações (DSE), via agências dos Correios. Em 2006, quando o limite por operação passou de US$ 10 mil para US$ 20 mil, mais de 3,5 mil empresas recorreram ao sistema, e desse total 69% eram micro e 22,8%, pequenos negócios. Tais porcentuais representaram um acréscimo de 6,4% em relação ao movimento das MPE em 2005. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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