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"Se vira nos cinco" ajuda quem tem ideias e busca dinheiro

Eventos com apresentac?es-relampago juntam empreendedores e possiveis investidores; maioria dos projetos tem foco em tecnologia

Pedro Carvalho, iG São Paulo |

Após explicar em cinco minutos como vai funcionar seu site de criação colaborativa de peças de roupa, David Lourenço passa o microfone para Marcelo Amorim, um possível investidor que assistia a tudo na plateia. “Os três projetos que vi hoje são legais”, afirma o capitalista, “mas o primeiro precisa melhorar o modelo de negócios, para deixar claro como se ganha dinheiro com isso”, avalia. Esse tipo de apresentação relâmpago – ou “pitch” – para mostrar ideias inovadoras a pessoas que poderiam colocar dinheiro nelas, algo comum para novas empresas de tecnologia do Vale do Silício (EUA), agora ganha espaço em pontos de coworking de São Paulo.

iG
David Lourenco apresenta ideia em cinco minutos: formato comum nos EUA
Coworking, explique-se, significa trabalhar em escritórios compartilhados. É um recurso cada vez mais usado por freelancers ou profissionais que por algum motivo não ocupam uma cadeira numa empresa ou sala comercial. A situação descrita aconteceu há duas semanas (veja vídeo abaixo) no Pto de Contato, um lugar do tipo no último andar da Galeria Ouro Fino, em São Paulo. Uma vez por mês, ele é palco do “Ideias na Laje”, evento no qual três empreendedores, normalmente do universo digital, mostram suas criações e depois têm a chance de ouvir alguém que chegou lá – e, eventualmente, também a opinião de investidores-anjo, como Amorim.

Outro exemplo – ainda mais estruturado – é o Start-Up Lab, um “se vira nos cinco” promovido pela Artemídia e pelo The Hub, mistura de escritório compartilhado e incubadora de negócios, em São Paulo. Na última edição, 21 pessoas tiveram seus cinco minutos para apresentar projetos, divididos em “ideias no papel”, “negócios sociais” e “negócios inovadores”. Entre as 250 pessoas da plateia, havia alguns possíveis investidores. “Já fizemos eventos assim em Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte”, diz Laís Granemann, responsável pelas relações externas do The Hub.

Mas por que lugares que poderiam ser apenas escritórios de aluguel estão se tornando um importante foco do novo empreendedorismo do País? “Aqui se respira novos negócios, é o assunto do lugar – claro que existem advogados e profissionais liberais que usam o espaço, mas há muitos empreendedores”, explica Fernanda Trugilho, sócia do Pto de Contato. “A maioria das pessoas que trabalham no The Hub é empreendedor, normalmente com uma causa social”, completa Laís. “Além disso, o local não é só um ponto de coworking, é uma incubadora de inovação social”, diz.

nullNo Vale do Silício, onde está concentrado cerca de 40% do capital de risco americano, os “pitches” de cinco minutos são as atrações principais dos “demos days”, ou dias de demonstração. Esses eventos acontecem durante o ano todo e em dezenas de associações de investidores-anjo, como a YCombinator e a 500Startups (cujo fundador veio recentemente ao Brasil para encontrar novos negócios). Neles, as mentes brilhantes do maior celeiro tecnológico do mundo expõem ideias que variam de sites aspirantes a “novo Facebook” até empresas dispostas a vender ar engarrafado.

Embora o formato ainda esteja ganhando força aqui, já proporciona boas oportunidades para empreendedores turbinarem suas ideias com dinheiro – e, não menos importante, com conselhos de quem chegou lá. Mesmo que eles falem aquilo que os empreendedores prefeririam não ouvir. “Quando você acha que teve uma ideia genial para um negócio digital, pode ter certeza de que no mesmo momento outras dez pessoas tiveram a mesma ideia lá no Vale do Silício”, diz Amorim. “Mas tem que acreditar e ir atrás”.

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