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Se fosse simples, governo cortaria spread por decreto, diz Cypriano

SÃO PAULO - Se reduzir os spreads cobrados pelos bancos fosse simples, o governo já teria feito isso por decreto, afirmou nesta segunda-feira o presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, ao responder perguntas de jornalistas sobre o tema em teleconferência sobre os resultados trimestrais da instituição. O governo tem hoje 50% do sistema financeiro, por meio dos bancos oficiais. Se fosse simples reduzir o spread, o governo baixaria por decreto e o sistema acompanharia, afirmou o executivo, dizendo que este é um tema complexo.

Valor Online |

Ao ser questionado sobre os altos juros cobrados pelos bancos no país, Cypriano citou dados de um estudo da Febraban que mostra que do spread bruto cobrado pelas instituições financeiras, que segundo a entidade é de 22,5 pontos percentuais ao ano, 37,35% referem-se a inadimplência, 8,09% a tributos e taxas, 10,53% a impostos diretos, 13,5% a custos administrativos e 3,6% ao compulsório. Restam, portanto, 26,93% de resíduo líquido para o banco.

Ao se aplicar este último percentual sobre o spread total embutido nos juros finais, a margem que fica com o banco seria de 6,06 pontos percentuais ao ano. No caso específico do Bradesco, este índice é de 6,26 pontos.

De acordo com Cypriano, a prova de que a queda dos juros é boa para os bancos é que os lucros cresceram nos últimos anos, quando o custo do crédito para o tomador final caiu, permitindo aumento do volume.

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