SÃO PAULO - As eventuais oportunidades de aquisições que surgirem no mercado brasileiro por conta de problemas de instituições estrangeiras que também operam aqui, não devem ser grandes o suficiente para mudar de forma relevante o cenário do setor no Brasil. A análise é de Fábio Barbosa, presidente da Federação dos Bancos do Brasil (Febraban) e do Banco Santander/Real.

Para ele, decisões estratégicas desse tipo são possíveis, mas configurariam um acontecimento "pontual" e "marginal", que não alteraria significativamente o cenário competitivo do setor bancário brasileiro.

Barbosa lembrou, no entanto, que por enquanto notícias nesse sentido são apenas "especulações". Uma das oportunidades em questão envolve as operações da AIG no Brasil. A seguradora americana, que obteve injeção de US$ 85 bilhões do Federal Reserve para aliviar prejuízos, tem uma participação na joint venture Unibanco AIG no Brasil, cuja gestão é independente das operações da gigante americana.

Ontem, o presidente da seguradora no Brasil, José Rudge, informou que a empresa está atenta às oportunidades e sinais externos que apontem para esse caminho, considerado "natural" pelo executivo.

"(Bianca Ribeiro | Valor Online)"

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