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RIO - O economista-chefe do Santander no Brasil, Alexandre Schwartsman, afirmou hoje que a política fiscal é essencial para que o país atinja níveis de crescimento duradouros e sustentáveis. O ex-diretor do Banco Central acrescentou que o ambiente macroeconômico no país melhorou, mas ponderou que para o Brasil tirar conceito A em termos de crescimento, precisa encarar tanto a questão tributária, quanto o gasto público.

Schwartsman disse que, entre 1994 e 2006, para cada duas unidades adicionadas ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o governo se apropriou de uma.

Do ponto de vista do crescimento, esse arranjo é profundamente prejudicial ao crescimento. A estrutura fiscal brasileira é profundamente perversa do ponto de vista do crescimento, frisou Schwartsman, que participou hoje do seminário Grau de investimento, um novo ciclo para o Brasil, promovido pela Associação de Bancos no Estado do Rio de Janeiro (Aberj) e pelo Sindicato dos Bancos do Estado do Rio de Janeiro (SBERJ), na sede do Banco Central, no Rio.

De acordo com o economista-chefe do Santander, o consumo público brasileiro em 2006 correspondia a cerca de 20% do PIB, patamar que, segundo ele, tem se mantido.

Também presente ao evento, a presidente da Standard & Poor´s no Brasil, Regina Nunes, criticou a sobrecarga existente em cima da política monetária, que, segundo ela, faz a lição de casa muito bem feita. Para Regina, o aumento do superávit primário em um cenário de inflação alta como o atual não passa de obrigação.

Tem-se que tomar medidas mais rígidas, disse, cobrando da iniciativa privada união para pressionar pela aprovação de reformas como a tributária, que tramitam no Congresso.

(Rafael Rosas | Valor Online)