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Schwab: Chega de retórica e vamos trabalhar

Washington pede que os ministros parem de fazer declarações retóricas e passem a mostrar onde podem fazer concessões. Foi assim que a representante de Comércio dos EUA, Susan Schwab, respondeu a uma pergunta do Estado, ontem, sobre as declarações do chanceler Celso Amorim, no sábado.

Agência Estado |

Amorim havia comparado americanos e europeus aos nazistas em termos de técnicas de propaganda e desinformação na Rodada Doha. Schwab é filha de sobreviventes do Holocausto e Amorim foi obrigado a pedir desculpas. "Eu vim aqui trabalhar", retrucou Schwab.

O chanceler brasileiro acusou os americanos de estarem usando seu deslize para tentar enfraquecer a posição do Brasil. Ontem, em um encontro reservado entre Amorim e Schwab, o tema nem sequer foi tratado. "Foi um encontro cordial", afirmou o Itamaraty. Os dois chegaram a trocar beijos.

"Não é momento nem a semana para voltar à retórica que perpetua velhas divisões ou criar novas", disse a americana. Em seguida, Schwab afirmou que os EUA estão "preparados para fazer mais contribuições" ao processo de negociação, mas espera "que a contribuição dos emergentes também seja significativa". O problema é que ontem os americanos continuaram sem dar sinal do que estão dispostos a fazer em termos de cortes de subsídios.

Schwab ainda disse que seu país foi "bode expiatório" de alguns países nas negociações "quando se fala de subvenções e se evita falar de abertura de mercados agrícolas e industriais". Já Amorim pediu que se pare de tentar passar a imagem de que já há praticamente um acordo no setor agrícola, o que tiraria a pressão dos países ricos em fazer concessões.

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