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Saúde da economia européia se agrava com impacto da crise financeira

A crise financeira contribui para agravar a desaceleração econômica na Europa, que já começava a lidar com as baixas perspectivas de crescimento e o desemprego em alta, colocando o Banco Central Europeu (BCE) sob pressão para reduzir as taxas de juros e incentivar a atividade.

AFP |

O presidente do Eurogrupo (fórum dos ministros das Finanças da zona do euro), Jean-Claude Juncker, advertiu nesta quarta-feira que o crescimento do PIB nos 15 países que compartilham a moeda única européia seria de apenas 1% em 2009, sem descartar um número até menor, em uma entrevista à rádio francesa Europe 1.

A estimativa de Juncker é bem mais pessimista que o prognóstico apresentado pela Comissão Européia em abril, que falava em um crescimento da ordem de 1,5% do Produto Interno Bruto da zona do euro no ano que vem.

"As estimaticas de crescimento em 2009 devem ser corrigidas para baixo", admitiu Juncker.

A crise financeira, que começou nos Estados Unidos com a quebra do mercado de empréstimos imobiliários de risco (os chamados 'subprimes'), se espalha pelo planeta há mais de um ano, mas não é a única causa da desaceleração européia.

Além disso, a Europa - como o resto do mundo - precisa combater o impacto da espectacular alta do petróleo nos últimos meses. O barril de óleo cru chegou a custar 150 dólares no meio do ano, antes de retroceder e voltar a ser negociado abaixo dos 100 dólares.

Outro problema é o câmbio do euro, que teve uma alta significativa no início do ano e afetou as exportações do bloco.

Já ficou claro que a atividade econômica européia não passará incólume pelos problemas financeiros de seus bancos, que estão emprestando menos dinheiro a famílias e empresas.

"É evidente que os acontecimentos no setor financeiro atingem a economia real" na Europa, agravando uma tendência à desaceleração que já se desenhava, indicou recentemente o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Joaquín Almunia.

Para confirmar a orientação da economia, o índice de desemprego voltou a subir na zona do euro em agosto após vários meses de estabilidade, chegando a 7,5%. É o nível mais alto em um ano, segundo estatísticas divulgadas nesta quarta-feira.

No setor industrial, a recessão já pode ser sentida. Outro índice publicado nesta quarta-feira também aponta para um retrocesso em setembro das perspectivas de crescimento na zona do euro.

"A demanda da indústria registrou a mais forte baixa desde o fim de 2001", após os atentados de 11 de setembro, destacou o instituto Markit, responsável pelo cálculo deste indicador.

Para o economista Howard Archer, da Global Insight, as más notícias "aumentam os temores de que a zona do euro se encaminhe para uma recessão", definida de forma técnica por uma queda do PIB em dois trimestres consecutivos.

Nesse contexto, a pressão volta a surgir para que haja uma redução das taxas de juros por parte do BCE, que se reúne na quinta-feira em Frankfurt.

Jean-Claude Juncker, por sua vez, declarou esperar que "durante sua reunião de amanhã (quinta-feira), o banco leve em conta todos os elementos" atuais.

ylf/ap

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