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Satyam, um escândalo que mancha a imagem do florescente capitalismo indiano

O escândalo causado pelas irregularidades na contabilidade do gigante da informática indiano Satyam e a prisão de seu presidente mancharam a reputação do vigoroso capitalismo do país asiático, que agora teme as repercussões do caso junto aos investidores estrangeiros.

AFP |

O escândalo explodiu quando B. Ramalinga Raju, fundador e presidente da quarta maior empresa de programas e serviços de informática da Índia, admitiu que a contabilidade de sua empresa foi fraudada durante vários anos e que as cifras dos lucros foram infladas em mais de um bilhão de dólares.

Depois de reconhecer a fraude, Raju pediu demissão de seu cargo e as ações da Satyam despencaram 78% na Bolsa de Mumbai.

O empresário ficará em prisão provisória até 23 de janeiro e poderá ser condenado a vários anos de prisão.

A queda de um dos símbolos do setor informático indiano fez o governo nomear em condições emergenciais três novos diretores para a empresa que tem ações cotadas em Mumbai e Nova York.

"Essa história obscura e vergonhosa terá consequências para a 'India Incorporated' (como é conhecido o milagre econômico indiano baseado em empresas familiares como Tata, Reliance e Bharti), afirmou, alarmado, C.B. Bhave, presidente da SEBI, o órgão regulador das bolsas indianas.

Hitesh Agrawal, da sociedade Angel Broking, descreve o escândalo como a "Enron indiana", em alusão à falência, em 2001, da gigante energética americana.

Tudo começou há um mês quando Raju tentou fazer com que o conselho de administração de sua empresa aprovasse a compra por 1,6 bilhão de dólares das companhias indianas Maytas Properties e Maytas Infrastructure, o que levou à demissão de quatro conselheiros.

Em sua carta de despedida, Raju explicou que foi sua "última tentativa para substituir ativos imaginários por reais" e que dirigir a Satyam era "como cavalgar um tigre sem se deixar ser devorado".

"A Índia, cuja reputação fenomenal em termos de gestão de empresas está na primeira fila mundial, deve continuar sendo um destino seguro e confiável para as novas tecnologias", afirmou um dos novos diretores da Satyam, Kiran Karnik, que dirige a Associação Nacional de Empresas de Programas e Serviços Informáticos (NASSCOM).

Com seus 53.000 funcionários e clientes em 65 países, a Satyam é um dos "quatro grandes" - junto com Infosys, Wipro e Tata Consultancy Services - do setor indiano, que goza de renome internacional e tem um volume de negócios de 50 bilhões de dólares anuais.

Para recuperar a confiança dos investidores e a imagem do setor, que está sofrendo especialmente com a crise econômica em seu principal mercado, o americano, a SEBI prometeu tomar medidas severas, em primeiro lugar contra a empresa auditora de Satyam, PriceWaterHouse Cooper, que não previu o escândalo.

str-nr/cn

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