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Satélites colidem a 800 km de altitude

Um satélite de comunicação norte-americano e um satélite militar russo se chocaram a 800 quilômetros de altitude sobre a Sibéria no maior acidente desse tipo no espaço, deixando duas nuvens de escombros que ontem eram avaliadas por especialistas da Nasa, a agência espacial do Estados Unidos, por causa dos riscos que poderiam causar à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e a outros equipamentos. A colisão entre um satélite Iridium-33 (norte-americano, de 560 quilos) e um Kosmos-2251 (russo, de 900 quilos) ocorreu na terça-feira, segundo o comandante das forças espaciais russas, general Alexander Yakushin.

Agência Estado |

Segundo ele, o satélite russo havia sido colocado em órbita em 1993, mas "não era utilizado" desde 1995. O acidente aumenta as crescentes preocupações sobre os perigos que o lixo acumulado no espaço em mais de cinco décadas de atividade humana possa causar às naves espaciais.

Segundo a Nasa, levará várias semanas até que a magnitude das duas nuvens de escombros seja determinada. "Por enquanto, os especialistas determinaram que o risco para a Estação Espacial Internacional é elevado, mas está dentro dos limites aceitáveis", afirmou o porta-voz da agência norte-americana, John Yembrick. A ISS orbita a 354 quilômetros de altitude, ou seja, mais de 400 km abaixo da órbita da colisão.

Mas os satélites de observação da Terra e o telescópio espacial Hubble, que viajam a órbitas mais altas, poderiam correr maiores riscos de danos. "Os satélites de observação terrestre orbitam a uma altitude de cerca de 707 km. São uma das maiores preocupações da Nasa, que está estudando esse risco", disse Yembrick.

"Estamos procurando por mais de 500 pedaços de escombros", disse o tenente Charlie Drey, porta-voz do Comando Estratégico (StratCom) dos Estados Unidos, cujo centro de operações espaciais rastreia e cataloga mas de 18 mil objetos fabricados pelo homem que orbitam a Terra. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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