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Sarkozy põe 2,65 bilhões de euros na mesa para aliviar a tensão social

O presidente Nicolas Sarkozy, que enfrenta um clima social extremamente tenso, prometeu nesta quarta-feira até 2,65 bilhões de euros para ajudar os franceses mais pobres e os mais duramente atingidos pela recessão e os fechamentos de fábricas.

AFP |

O dirigente francês, cuja ação contra a crise é criticada por 57% da população do país, de acordo com uma pesquisa publicada nesta quarta-feira, reuniu sindicatos e patrões para uma "cúpula social". Ele deve fazer um pronunciamento às 20H00 (16H00 de Brasília) na televisão, para tentar acalmar a crescente insatisfação.

As medidas que ele propôs, durante esta reunião, consistem, principalmente, em cortes de impostos para as famílias mais pobres e em um bônus de "400 ou 500 euros" para os desempregados "capazes de justificar entre dois e quatro meses de trabalho" nos 28 últimos meses.

"O total das minhas propostas se eleva para o Estado a uma soma de 1,65 a 2,65 bilhões de euros", declarou Sarkozy no início da reunião.

Em 29 de janeiro, os sindicatos reuniram entre 1 milhão e 2,5 milhões de manifestantes em toda a França para protestar contra a política de Sarkozy. Uma nova jornada de ação está prevista para o dia 19 de março, principalmente para pedir aumentos salariais.

Como se isso não bastasse, o clima social na França ainda se deteriorou por causa de um conflito nas universidades e de uma greve geral nas Antilhas francesas, que degenerou em enfrentamentos violentos que deixaram um morto na ilha de Guadalupe na madrugada desta quarta-feira.

"A França está diante de uma crise econômica sem precedentes, que suscita a legítima preocupação dos franceses", declarou Sarkozy. "A situação é séria, mas estamos indo melhor que os outros países", afirmou.

O presidente francês também sugeriu maior indenização para o desemprego parcial, de até 75% do salário bruto. A medida beneficiaria os funcionários cujas fábricas estão temporariamente fechadas, permitindo-lhes manter seu contrato de trabalho à espera de dias melhores, mas recebendo menos.

O principal favorecido pela medida seria o setor automobilístico, que passa por uma crise profunda.

Nicolas Sarkozy fez um gesto na direção dos sindicatos aceitando uma de suas propostas: a criação de um fundo social para a formação profissionalizante, dotado com 2,5 a 3 bilhões de euros e financiado em 50% pelo Estado.

Os sindicatos e a oposição socialistas exigiam medidas para reerguer o poder aquisitivo. Eles consideram que o plano de recuperação econômica de 26 bilhões de euros apresentado por Sarkozy em dezembro é muito focalizado no investimento, e precisa ser completado.

O consumo "é um poderoso fator de crescimento em nosso país", declarou nesta quarta-feira Maryse Dumas, uma das dirigentes da CGT, o maior sindicato da França.

Para aplicar suas medidas, Paris tem uma margem de manobra orçamentária muito estreita. O ministro francês do Orçamento, Eric Woerth, avisou que o déficit público vai disparar em 2009, e a Comissão Europeia exigiu nesta quarta-feira um retorno à disciplina orçamentária já em 2010.

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