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Sarkozy pede revisão total do sistema financeiro internacional

Bruxelas, 15 out (EFE) - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu hoje uma revisão total do sistema financeiro internacional, e principalmente das instituições de governança, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), e sugeriu submeter os hedge funds - instrumentos pouco regulados - à supervisão.

EFE |

Sarkozy defendeu também a reforma dos marcos regulatórios das agências de qualificação de riscos, eliminar os chamados "paraísos fiscais" e comprovar se os salários dos executivos se adequam à sua responsabilidade.

Em seu discurso inicial no Conselho Europeu, que reúne hoje e amanhã em Bruxelas os líderes da União Européia (UE), o presidente francês ressaltou que "é preciso uma nova forma de capitalismo, baseada em valores que coloquem as finanças a serviço das empresas e dos cidadãos, e não o contrário".

Sarkozy destacou o papel de liderança que a Europa está desempenhando na hora de responder à crise financeira e ressaltou que, apesar de os problemas não terem começado neste lado do Atlântico, os europeus também devem ser os responsáveis por marcar o caminho futuro de reforma.

"Temos que garantir que os erros de crises anteriores não se repitam", afirmou.

Em sua opinião, esta "revisão total" do sistema financeiro internacional deve partir da premissa de que nenhuma instituição financeira pode ficar isenta de regulação e supervisão.

"Estou pensando na regulação das agências de qualificação de riscos e na necessária supervisão dos hedge funds", ressaltou.

Os padrões contábeis também têm que ser revistos, para garantir sua coerência com as regras prudenciais.

Sarkozy afirmou que todas as economias mundiais devem se envolver nesta reforma e apelou, concretamente, aos países emergentes.

Também pediu, neste contexto, para não esquecer os países pobres: "Não devemos arruinar anos de esforço para seu desenvolvimento".

Segundo o presidente francês, o novo sistema de governança das finanças mundiais tem que ter a adequada legitimidade política, para garantir sua capacidade de responder aos desafios globais. EFE epn/db

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