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Sarkozy pede apoio à proposta de reconstrução do sistema financeiro mundial

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu a seus parceiros da UE, nesta quarta-feira, na abertura da cúpula européia de Bruxelas, que apóiem sua proposta de realizar uma cúpula internacional, antes do fim de 2008, voltada para uma reconstrução do sistema financeiro mundial.

AFP |

"Eu proponho que nós saiamos do Conselho Europeu, juntos, com essa mensagem", declarou Sarkozy em sua proposta introdutória, divulgada pela presidência francesa.

"Foi nesse espírito que propus uma cúpula internacional antes do fim do ano, de preferência em Nova York, lá onde tudo começou. Desejo que nós, europeus, estejamos totalmente unidos nesse tema. Essa cúpula é um ponto de partida que deve parar a agenda, os objetivos e os valores dessa grande reforma", acrescentou.

No mês passado, na Assembléia-Geral da ONU, em Nova York, o presidente em exercício da União Européia lançou a idéia de reunir o G-8, antes do final do ano, eventualmente ampliado para os grandes países emergentes, como China e Índia.

O objetivo seria "tirar lições da crise financeira" e "pôr em pratos limpos" o sistema financeiro internacional.

Nicolas Sarkozy, que já recebeu o apoio dos membros europeus do G-8 (Alemanha, Itália, Grã-Bretanha), do Japão e do Canadá, deve apresentar a proposta no sábado, na companhia do presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, durante um encontro com o presidente dos EUA, George W. Bush, em sua residência em Camp David (leste).

"Pela primeira vez na história financeira, foram os planos elaborados na União Européia que inspiraram as medidas tomadas em outras partes do mundo, incluindo os Estados Unidos", insistiu hoje o chefe do Estado francês, em discurso a seus parceiros europeus, referindo-se ao plano adotado no domingo pelos 15 membros da Zona Euro.

"Também devemos mostrar essa liderança na reflexão para o futuro e já começamos. Essa crise não é de origem européia, mas são os europeus que formulam, e às vezes há muito tempo, propostas de reforma do nosso sistema financeiro internacional", acrescentou.

"Essa crise é a crise do excesso. É preciso recriar o sistema. Essa reconstrução deve ser global", insistiu Sarkozy. "Nenhuma instituição financeira deve escapar da regulação e da vigilância (...) as regras devem ser revistas, ser coerentes (...) os atores privados devem ser responsabilizados", frisou.

"Essa reconstrução não pode parar na Europa", continuou o presidente francês, que pediu a associação dos "países emergentes" nesse esforço e que "se eliminem as zonas de sombra que comprometem nossos esforços de coordenação, em função dos centros off-shore".

Em discurso aos deputados alemães, a chanceler Angela Merkel considerou que a cúpula internacional sugerida por Sarkozy pode acontecer "antes do fim do ano", talvez, em novembro.

pa/tt/sd

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