ingênua com livre concorrência - Home - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Sarkozy pede à UE que não seja ingênua com livre concorrência

Paris, 23 out (EFE).- O presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu hoje à União Européia que deixe de ser ingênua sobre a aplicação da livre concorrência com os outros blocos econômicos e que mostre mais voluntarismo político para que suas propostas sirvam de base à nova ordem mundial que saia de a crise.

EFE |

"A Europa tem que se preparar. Não tem que ser a variável de ajuste da nova ordem mundial. Não tem que ser ingênua, deixar suas empresas à espreita de todos os depredadores, ser a única no mundo que não defende seus interesses, que não protege seus cidadãos", assinalou Sarkozy.

Ele insistiu que "a Europa tem que tirar as lições do que passou" e mostrar "maior voluntarismo que no passado", começando por "uma política comercial para responder ao 'dumping' (concorrência desleal)".

A esse respeito, ele ressaltou que a UE não pode ser a única a impor restrições ecológicas a suas empresas "sem tomar medidas de compensação para que não sejam penalizadas por uma concorrência desleal", nem a única que abra seus mercados sem reciprocidade, nem ter uma moeda única sem políticas econômicas coordenadas.

Em um elogio à ação da União nas últimas semanas, destacou que a Europa "soube se unir frente à crise até o ponto em que se transformou na principal força de iniciativa, fazendo o debate se organizar em torno de suas idéias, de suas propostas".

"A resposta mais forte à crise financeira foi Europa que a deu. A cúpula mundial para refundar o capitalismo é Europa foi quem a propôs. A nova ordem mundial se construirá em torno das propostas da Europa", argumentou.

O presidente francês, que ressaltou o caráter "excepcional" da crise, admitiu que ela "não acabou", "não é conjuntural", "terá conseqüências" e "não se pode resolver sem uma intervenção em massa dos Estados", "Esta crise pede urgentemente uma nova ordem econômica, financeira, monetária... manifesta uma profunda necessidade de política", disse Sarkozy, lembrando que haverá uma cúpula mundial sobre a "refundação do capitalismo" em 15 de novembro nos Estados Unidos, como ele tinha proposto.

Ele afirmou que essa cúpula será "uma espécie de nova Bretton Woods" -conferência que em meados dos anos 40 configurou o sistema financeiro internacional-, que "não está adaptado à nossa época".

Sobre quem participará desse encontro, limitou-se a fazer uma referência genérica: "todos os responsáveis políticos dos grandes países industrializados e dos grandes países emergentes". EFE ac/jp

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG