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Sarkozy: Cúpula do G20 foi histórica e confirma importância da Europa

Teresa Bouza. Washington, 15 nov (EFE).- O presidente da França, Nicolas Sarkozy, qualificou hoje de histórica a Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) realizada em Washington e disse que confirma o peso político da Europa.

EFE |

"Esta foi uma cúpula histórica" ao conseguir que muitos países com interesses diferentes se unissem e se colocassem de acordo em um plano, declarou Sarkozy em entrevista coletiva no final da Cúpula do G20, que analisou a reforma do sistema financeiro.

"Todos os países fizeram um apelo para o relançamento arrumado" da economia mundial. "Esta é a mensagem que estamos enviando aos mercados", declarou o líder francês, acompanhado do presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso.

O presidente francês, que preside este semestre a União Européia (UE), afirmou que esta cúpula demonstra que a "Europa tem peso político" e declarou que "o mundo precisa de uma Europa forte".

O G20 se comprometeu a iniciar medidas de estímulo destinadas a impulsionar o crescimento, indica o comunicado aprovado no final do encontro.

O plano apóia o início de um sistema para detectar por antecipação problemas nos mercados como a especulação desmedida que foi criada pela bolha imobiliária americana.

Além disso, destacou a necessidade de criar entidades de supervisão para vigiar as entidades financeiras que atuam em vários países.

O G20 também considera necessário que as entidades financeiras se modernizem para refletir melhor o crescente peso dos países emergentes e insistiu na necessidade de rejeitar as tentações protecionistas.

Sarkozy disse que a Europa demonstrou uma "completa unidade" durante o encontro que começou com um jantar de Estado na última sexta na Casa Branca.

O presidente francês propôs que a próxima cúpula do G20 aconteça em Londres, por ocasião da Presidência rotativa da entidade do Reino Unido.

"Proponho que a próxima (cúpula) aconteça no país que presidir o G20" em 2009, ou seja, o Reino Unido, declarou Sarkozy antes de acrescentar "em Londres".

A próxima cúpula do G20 deveria acontecer no máximo em 30 de abril de 2009, indica o comunicado final.

Sarkozy também destacou que "o G20 é visto agora como uma entidade relevante" para enfrentar os problemas que surgem por causa da crise financeira.

O líder da França se referiu ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, como "um parceiro leal, nem sempre fácil, mas leal".

Admitiu que houve desacordo com Bush durante o encontro, mas disse que "não foi um grande drama, este é o motivo pelo qual todos se juntam".

Outros líderes europeus como o primeiro ministro do Reino Unido, Gordon Brown, destacaram a importância do acordo.

"É absolutamente claro que estamos tentando construir novas instituições para o futuro", declarou Brown, um ardente defensor da reforma de entidades como o Fundo Monetário Internacional (FMI) para que estes dêem mais peso aos países emergentes.

Além disso, disse estar convencido de que muitos países iniciarão durante as próximas semanas pacotes de estímulo fiscal para reavivar suas economias.

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou, por sua parte, que "se existe a vontade política estaria bem se pudéssemos alcançar um acordo sobre a rodada de Doha durante a atual Administração americana". EFE tb/fal

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