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Sarkozy critica Brasil e China por dificultar acordo na OMC

O chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, presidente em exercício da União Européia (UE), afirmou nesta quinta-feira que os negociadores da Rodada de Doha não conseguem fechar as contas para um acordo na OMC (Organização Mundial do Comércio) sobre a liberalização do comércio internacional e criticou o Brasil e a China por isso.

AFP |

"Somos unânimes na Europa para dizer que, no estado atual das coisas, as contas não fecham, que a Europa fez todos os esforços, que a Europa não pode continuar fazendo esforços se as outras grandes regiões do mundo não estiverem decididas a avançar", afirmou Sarkozy no Europarlamento, em Estrasburgo.

"O Brasil não fez nenhum esforço para baixar as tarifas alfandegárias na indústria; não há qualquer esforço nos serviços e o que se pode dizer do fechamento do mercado chinês?", acrescentou.

As principais potências comerciais do mundo devem se reunir em 21 de julho para tentar concluir as negociações da OMC. Este encontro é considerado a última chance para os negociadores.

Os ministros europeus encarregados do Comércio devem se reunir antes, em 18 de julho, em Bruxelas, para definir a posição da UE.

Nicolas Sarkozy vem laçando há algumas semanas inúmeras críticas ao comissário europeu do Comércio, Peter Mandelson, que coordena as negociações em nome da União Européia.

Semana passada, ele afirmou que "não autorizará um acordo na OMC que sacrifique a produção agrícola européia".

Mandelson lamentou os ataques de Sarkozy, dizendo que eles limitam a capacidade da UE de defender seus interesses.

"Quando eu ouço o que diz o presidente da Comissão européia José Manuel Barroso, quando eu ouço o primeiro-ministro do Canadá, e até a chanceler alemã, Angela Merkel, eles dizem hoje que a conta não está feita", insistiu nesta quinta-feira Sarkozy.

"Não há exceção francesa deste ponto de vista", acrescentou. "Não ouvi ninguém, e inclusive o governo britânico, dizer que temos que assinar um acordo no estado atual da negociação", continuou.

"O acordo é preferível ao não acordo. Mas não venham me dizer que sem acordo não pode haver crescimento", acrescentou.

"Há sete anos que não existe acordo. E durante seis anos o mundo registrou um crescimento sem precedentes", disse.

Os países-membros da OMC vêm trabalhando desde 2001 para obter um acordo que reduza as barreiras aduaneiras no mundo, num ciclo de negociações iniciado em Doha, no Qatar.

Insatisfeito com o estado atual das negociações, o governo de Paris, seguido por um certo número de países europeus, reprova Mandelson por ter feito muitas concessões em termos agrícolas e não ter obtido o suficiente em troca nos domínios dos produtos industrializados e dos serviços.

bur-slb/lm

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