A crise financeira não acabou e as reformas para ordenar as coisas devem acontecer em todo o mundo, não apenas no âmbito da Europa, disse hoje o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Esta crise é apenas mais uma.

Precisamos reformar o sistema e a reforma precisa ser global", disse Sarkozy, durante reunião de cúpula de dois dias da União Européia (UE) em Bruxelas.

"Durante a semana passada, iniciativas tomadas na Europa permitiram a primeira resposta global para a crise financeira", disse o presidente francês. "Esta crise ainda não acabou, mas os europeus mostraram sua capacidade de agir em situações de emergência de forma coordenada", afirmou Sarkozy. "A reforma não pode parar na Europa. A economia é global."

Para Sarkozy, a governança econômica global é muito fragmentada e é necessária uma nova forma do acordo de Bretton Woods para administrar os mercados financeiros e assegurar a estabilidade. Em julho de 1944, em meio a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em Bretton Woods, Estado de New Hampshire (EUA), foi iniciada uma conferência de 22 dias que acabou na criação do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. "Eu proponho uma reunião de cúpula internacional no fim do ano, preferencialmente em Nova York, onde tudo começou", disse o presidente da França. Ele disse ter proposto um princípio pelo qual nenhuma instituição financeira poderá evitar submeter-se à regulamentação e à supervisão.

"Eu penso, por exemplo, sobre a necessária disciplina que precisamos impor às agências de classificação de risco e à supervisão que precisa ser exercida sobre os fundos de hedge", disse Sarkozy. "Nós também precisamos agir para eliminar 'áreas de sombra' que enfraquecem nossos esforços de coordenação, incluindo paraísos fiscais", afirmou. As informações são da Dow Jones.

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