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Sarkozy anuncia plano nacional de retomada de 26 bilhões de euros

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, apresentou nesta quinta-feira um plano de retomada econômica de 26 bilhões de euros para tentar parar a engrenagem da recessão e que inclui um esforço de investimento em massa e um apoio aos setores automobilístico e imobiliário.

AFP |

"A crise que estamos atravessando não é uma crise passageira, é uma crise estrutural. Ela deve nos incitar a agir rapidamente, a agir com força", declarou Sarkozy.

"Nossa resposta à crise, é o investimento. A melhor política de retomada possível, é a de apoio à atividade de hoje e prepara a competitividade de amanhã", acrescentou.

"Vamos acelerar em massa decisões de investimentos que estavam nas gavetas dos ministérios", continuou, valorizando em 10,5 bilhões de euros os investimentos públicos extras que o Estado, os grupos locais e as grandes empresas públicas farão em infra-estrutura de transporte.

Em discurso em Douai, um dos pólos da indústria automobilística onde a Renault implantou uma de suas fábricas, o presidente francês afirmou que "o Estado está pronto a fazer tudo para salvar a indústria automobilística, 10% da população ativa".

Os consumidores poderão assim se beneficiar de um prêmio 1.000 euros para toda compra de um veículo novo em substituição de um com mais de 10 anos. Isso dará um impulso às vendas de carros, no momento em que a Peugeot e a Renault estão com os estoques cheios, com cerca de 1 milhão de carros.

O presidente francês também anunciou a criação de um fundo de reestruturação da filial automobilística, em particular os terceirizados, no valor de 300 milhões de euros. O Estado garantirá ainda em 1 bilhão de euros os créditos concedidos pelos organismos de financiamento dos grupos automobilísticos.

Mas o presidente francês advertiu aos construtores franceses contra as transferências de fábricas, dizendo que elas seriam incompatíveis com a solução do Estado. "Não haverá ajuda sem contrapartida. Não deixarei desmantelar a ferramenta industrial francesa", disse.

Sarkozy também anunciou 11,5 bilhões de reembolso acelerado da dívida do Estado aos olhos das empresas francesas para reforçar sua tesouraria. Esta dívida é constituída por receitas fiscais excedentárias.

Medidas para a retomada do imobiliário e do setor de construção, com a construção ou a aquisição pelo Estado de 100.000 casas sociais nos dois próximos anos, assim como a concessão no fim de março de um prêmio de 200 euros às famílias mais pobres estçai previstos neste plano.

Para sustentar o mercado de trabaho, o Estado vai exonerar de encargos patronais as contratações feitas em 2009 nas pequenas empresas.

Estas medidas francesas são reflexo de um plano de orientação apresentado semana passada pela Comissão européia. Ela avaliou em 200 bilhões de euros, ou seja, até 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto), a quantia dos esforços de retomada que devem conduzir os Estados da União Européia para combater a recessão. O plano francês representa aproximadamente 1,3% do PIB.

Estas medidas devem agravar o déficit público francês que, segundo fontes da presidência francesa, ficaria em 4% do PIB em 2009, ou seja, nitidamente acima do limite de 3% fixado pelas regras européias. Os europeus decidiram, no entanto, diante da crise, aplicar regras orçamentárias com flexibilidade.

A França escapou até agora por pouco da recessão, graças a um leve avanço de sua economia, de 0,1% no terceiro trimestre. Mas ela espera uma contração de sua atividade sobre o conjunto do ano 2009 e a um nítido agravamento do desemprego.

bur-lpt/hr/lm

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