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Sarkozy anuncia no Brasil ajuda a setor automotivo às vésperas de um annus horribilis

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta terça-feira um plano de ajuda à indústria automotiva francesa em dificuldades em coletiva de imprensa concedida durante visita ao Rio de Janeiro, a última viagem na condição de presidência da União Européia.

AFP |

O pacote destinado ao setor deverá ser implementado antes do fim de janeiro de 2009.

"Não se trata de uma medida de proteção, é para ajudar a construir os carros do futuro", afirmou o chefe de Estado francês, fazendo referência aos automóveis elétricos.

No início de dezembro, Sarkozy havia anunciado uma ajuda de 1,5 bilhão de euros para a indústria automotivo, setor vital para o país. Na ocasião, não excluiu a possibilidade de adotar novas medidas a favor dessa indústria afetada em cheio pela crise econômica mundial.

É justamente o reflexo dessa crise na economia doméstica que faz com que os analistas afirmem que Sarkozy, apesar de merecer aplausos pelos resultados obtidos em seu semestre à frente da União Européia, não poderá dormir sobre os lauréis da glória quando tiver de enfrentar, a partir de janeiro, os problemas vividos por seu país.

Durante os seis meses de uma presidência da UE pontilhada por sucessivas crises, o líder francês deixou a marca de seu estilo peculiar, hiperativo e decisivo.

Entre os êxitos obtidos estão sua mediacão do conflito entre a Geórgia e Rússia, em agosto passado, que levou a um cessar-fogo e ao consenso dos sócios europeus para uma estratégia conjunta frente à crise.

Sarkozy também persuadiu a Irlanda a repetir o referendo de adoção do Tratado de Lisboa, rejeitado pelos irlandeses em junho.

Em sua última missão como presidente da UE, Sarkozy viajou ao Brasil em busca de uma aproximação de posições entre o Velho Continente e o gigante sul-americano emergente.

"Sarkozy trouxe um nível de energia política e liderança de que a UE estava muito necessitada", afirmou Philip Whyte, pesquisador do Centro de Reforma Européia de Londres.

"Na guerra ou na paz, é um líder a se levar em conta", afirmou a revista Newsweek, que o colocou no terceiro lugar da relação das personalidades mais importantes do mundo.

Crise à parte, Sarkozy conseguiu a maioria dos objetivos a que se propôs, como criar uma nova União do Mediterrâneo, além de alcançar acordos sobre a mudança climática e imigração.

Outros líderes europeus acabaram por reconhecer seus méritos, como a chanceler alemã Angela Merkel.

Sarkozy conseguiu capitalizar em seu país os êxitos externos e sua popularidade subiu de 30% a 44% nas últimas pesquisas.

Mas os problemas que o esperam não são tão fáceis. As estatísticas oficiais indicam que o país está à beira da recessão e o desemprego, que é um dos mais altos da Europa, continua aumentando e ameaça desencadear uma crise social em 2009.

Embora 56% dos franceses aprovem sua gestão à frente da UE, apenas 34% apóiam sua política nacional.

"Estará Nicolas Sarkozy preparado para fazer frente ao 'annus horribilis' de 2009?", questionou o influente jornal Le Monde em sua edição desta terça-feira.

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