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Sarkozy anuncia a criação de fundo público de ajuda às empresas

O presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou nesta quinta-feira a criação de um fundo público de intervenção para atuar em favor das empresas consideradas estratégicas e que atravessam dificuldades, segundo informou durante um encontro com empresários em Annecy, leste da França.

AFP |

"Esta medida terá a forma de um fundo público de intervenção, que atuará maciçamente cada vez que uma empresa estratégica necessitar de fundos limpos", afirmou. "Pedirei que o parlamento adote essas medidas bem rapidamente", acrescentou.

Sarkozy disse que a tributação sobre novos investimentos realizados na França será reduzida mediante uma isenção até 2010 do imposto profissional que nutre o orçamento das localidades onde estão instaladas as empresas.

Ele assinalou que frente ao risco da falta de crédito por causa da crise financeira será criado um cargo de "mediador do crédito", que estará à disposiçao das empresas francesas que tenham dificuldade de ter a acesso a isso.

O presidente francês lamentou que as autoridades americanas tenham "abandonado" o banco de negócios Lehman Brothers, ressaltando seu compromisso de socorrer todos os estabelecimentos financeiros franceses.

"Se o Estado nao tivesse atuado fortemente, e se tivesse abandonado os bancos em colapso, como os americanos fizeram com o Lehman Brothers, teriam sido os trabalhadores, os aposentados, os correntistas que teriam pagado o preço".

Sarkozy precisou que será a opinião pública que julgará o comportamento dos bancos que o Estado apoiou de maneira significativa.

Em troca do plano de apoio estatal de 360 bilhões de euros, os bancos franceses se comprometeram com as pequenas e médias empresas, em particular mediante um "acompanhamento mais de perto", a atender suas necessidades de fundos.

Sarkozy também anunciou que nos próximos três anos o Estado francês participará na atividade econômica com 175 bilhões de euros em investimentos diretos.

Em relaçao a sua iniciativa de um fundo público de ajuda às empresas, o presidente francês afirmou que deseja incluir a Europa em sua estratégia de intervenção.

Esta semana o chefe de Estado francês, também presidente em exercício da União Européia (UE), se pronunciou em favor da criação na Europa de fundos soberanos que, coordenados, permitiriam "dar uma resposta industrial à crise" econômica.

"Peço que reflitamos sobre a oportunidade de criarmos, cada um de nós, fundos soberanos. Talvez possam ser coordenados para dar uma resposta industrial à crise", ressaltou Sarkozy no Parlamento Europeu em Estrasburgo (leste da França).

A idéia de criar fundos soberanos nacionais para proteger as indústrias européias foi rejeitada pela Alemanha.

O ministro da Economia alemã, o conservador Michael Glos, rejeitou a idéia porque isso, segundo ele, "contradiz todos os princípios de uma política econômica coroada pelo êxito".

Para ele, a economia alemã é sólida e "não precisa de outras medidas de proteção" além das já existentes.

Nenhum outro país europeu reagiu até agora com a mesma veemência que os alemães à proposta de Sarkozy, que teve sua importância minimizada nesta quarta-feira por um porta-voz da chancelaria de Berlim, Thomas Steg, que a classificou simplesmente como "estímulo à reflexão".

mtr/cn

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