Sou recebida com um sorriso no rosto em todos os lugares, diz a polonesa Camila Luszczewska, de 23 anos, há seis meses em São Paulo estudando na Fundação Getúlio Vargas. Todo mundo procura me ajudar sempre que preciso.

" Tudo bem que o fato de ser uma jovem simpática e loira facilita a aproximação, mas não é só isso. A opinião de Camila sobre a hospitalidade do paulistano endossa a pesquisa feita pelo Readers Digest, em que São Paulo aparece como a quarta cidade mais cortês do mundo, empatada com Berlim, na Alemanha, e Zagreb, na Croácia.

No topo da lista está Nova York (1ª), nos Estados Unidos, seguida por Zurique (2ª), na Suíça, e Toronto (3ª), no Canadá. Ao todo, foram analisadas 36 grandes cidades espalhadas pelo globo. O levantamento ficou por conta de repórteres da revista que, disfarçados, tentaram medir indicativos de bons modos da população. Eles checaram, por exemplo, se os moradores têm o hábito de ajudar a pegar objetos caídos na rua, de agradecer em situações rotineiras como nas compras, e ainda de praticar gentilezas como segurar a porta para alguém entrar no edifício. Cada uma dessas situações foi repetida cerca de 20 vezes em cada região das cidades testadas.

Outra boa notícia: ao comparar o resultado deste ano com o do ano passado, São Paulo subiu uma posição no ranking. Em 2007, estava em quinto lugar. "O povo acolhedor é um dos principais trunfos para um destino turístico de sucesso", comemora Caio Luiz de Carvalho, presidente da SPTuris, empresa oficial de promoção turística e de eventos no Município, que vem investindo na formação de profissionais fundamentais no receptivo. É o caso de taxistas e guias que passam por cursos de capacitação.

"Também temos um trabalho com o Metrô. Nas estações, colocamos estagiários em Turismo, facilmente identificados pelas camisetas com os dizeres posso ajudar?", diz Aline Delmanto, gerente de Planejamento e Estratégia da SPTuris. Os resultados aparecem na prática. Há apenas 24 horas em São Paulo, o canadense Micke Stockir, de 40 anos, foi da Avenida Paulista para a Estação da Luz, de metrô. Como ele fez? "Ao pedir informações no metrô, disse em português que não sabia o idioma. Logo apareceu alguém falando inglês que me explicou como chegar lá." E foi assim também que ele conseguiu a dica de um bom restaurante para almoçar. "Em São Paulo as pessoas são mais abertas", resume a alemã Géraldine Wuorm, de 26 anos, que veio visitar o namorado brasileiro. "Na verdade, a cidade perde para Nova York só em beleza."

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