A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pretende editar até março uma resolução liberando o Aeroporto Santos Dumont para voos fora do eixo Rio-São Paulo. Desde 2004, o terminal localizado na região central do Rio opera apenas a ponte aérea, além de táxis aéreos e jatos executivos.

A ideia é que a flexibilização abra rotas entre o Rio e algumas das principais capitais nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

A capacidade atual do aeroporto, segundo a Anac e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), é de 23 movimentos (pousos ou decolagens) por hora. Nos horários de pico da manhã e da tarde, são registrados entre 15 e 16 movimentos. Ou seja, mesmo nos períodos mais saturados, o terminal teria condições de absorver pelo menos mais sete operações, o que é considerado uma "preciosidade" num aeroporto com essas características - bem localizado e numa das principais cidades do País.

Qualquer empresa aérea regular poderá solicitar horários no Santos Dumont. Mas é a recém-criada Azul que nos últimos meses mais se planejou para ocupar o aeroporto. A empresa chegou a converter encomendas de jatos Embraer 195 para o modelo 190, um pouco menor, para se adequar ao tamanho reduzido da pista (1.323 metros).

A pista, aliás, é um dos entraves para voos de longa distância. Embora a extensão do trajeto dependa basicamente do peso da aeronave (quanto maior o peso maior a necessidade de pista para pousos e decolagens), imagina-se que as empresas consigam voar até Porto Alegre, na Região Sul, Salvador ou até Recife, no Nordeste, e Cuiabá, no Centro-Oeste.

Também em março a Anac planeja aprovar novas regras para a concessão de slots (permissão de pouso ou decolagem) no Aeroporto de Congonhas. O projeto, apresentado em outubro de 2008, previa uma redistribuição baseada nos índices operacionais de cada empresa, como porcentual de atrasos e cancelamento de voos.

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