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Santander quer elevar fatia de mercado de 11% para 15% no Brasil

SÃO PAULO - O Santander aposta no congelamento dos custos e em um crescimento anual de 15% nas receitas para ganhar espaço no mercado brasileiro. Em visita ao Brasil, o presidente mundial do banco espanhol, Emilio Botín, revelou a intenção do Santander de aumentar sua fatia no mercado nacional dos atuais 11% para, pelo menos, algo em torno de 15%.

Valor Online |

Além disso, o executivo se comprometeu a melhorar os resultados do banco no Brasil, mercado que representa hoje 20% dos lucros totais a instituição. De acordo com Botín, o lucro líquido das operações brasileiras deve somar R$ 4,8 bilhões neste ano. Para o ano que vem a meta é que atinja R$ 6,1 bilhões, chegando a R$ 7,9 bilhões em 2010.

Além de manter os custos estritamente controlados, o banco espera se beneficiar, nos próximos anos, de R$ 2,7 bilhões em sinergias referentes à incorporação do Banco Real. A idéia é que o processo de integração das operações siga ocorrendo em etapas até o final de 2010, quando é esperada a unificação das redes e das marcas dos dois bancos.

Nesse intervalo, o Santander deverá investir cerca de R$ 2,56 bilhões no país, boa parte em tecnologia da informação, segundo revelou o presidente da instituição no Brasil, Fabio Barbosa.

De seu lado, Botín demonstrou bastante entusiasmo com a operação brasileira, dizendo ser prioritária para a estratégia internacional do banco. "O Brasil é o presente e o futuro da América Latina, um país que não fez mais que começar a ocupar a posição que lhe corresponde na economia mundial", afirmou o executivo.

A seu ver, o Brasil "está em uma situação privilegiada" no contexto da crise financeira internacional, tendo sido um dos últimos países afetados pela turbulência. Além da estabilidade econômica, o presidente do Santander destacou o crescimento da classe média brasileira, a qualidade do sistema financeiro e até as descobertas de petróleo na camada pré-sal.

A estimativa do banco para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2009 é de um crescimento de 3,5%. Para os Estados Unidos, onde também tem operações, a projeção beira a estagnação, com crescimento de apenas 0,1%.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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