Madri, 24 nov (EFE) - O executivo-chefe do Banco Santander, Alfredo Sáenz, assegurou hoje que o grupo mantém seus objetivos no Brasil, onde espera lucrar 7 bilhões de euros (US$ 8,89 bilhões) em três anos, apesar da economia brasileira não ser imune à crise internacional, segundo a instituição.

Durante discurso no Fórum de Investimentos Brasil-Espanha, organizado no IE Business School, o também vice-presidente do Santander insistiu no potencial brasileiro do negócio bancário após a integração do Banco Santander Brasil ao Banco Real, que adquiriu em 2007 como parte do pacote de ativos na operação ABN Amro.

No entanto, Sáenz reconheceu que a economia brasileira sofreu uma "clara desaceleração" e foram vistos movimentos bruscos na moeda, mas insistiu na importância de "não passar da euforia ao pânico".

O Brasil está preparado para enfrentar a situação, disse Sáenz, e lembrou que o país tem uma dependência "muito baixa" do setor externo e uma dívida pública decrescente, o que faz pensar que sua economia está entrando em um "círculo virtuoso".

Sáenz assegurou que o mercado brasileiro, pela estabilidade da economia, oferece ao Santander a possibilidade de seguir crescendo e destacou a importância para a instituição de ter uma carteira de negócios diversificada.

Além disso, ressaltou que o Santander se consolida como o terceiro maior banco privado no país e ressaltou que "isto é apenas o começo", já que o Brasil tem um nível "muito baixo" de bancos. EFE mbr/db

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