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Santander lucra R$ 2,8 bi e cresce 3,7% no Brasil

O Grupo Santander Brasil encerrou 2008 com um lucro recorrente - que exclui receitas e despesas extraordinárias - de R$ 2,8 bilhões, uma alta 3,7% em relação ao ano anterior. O valor inclui o Banco Real, adquirido pelo Santander em outubro de 2007.

Agência Estado |

A carteira de crédito chegou a R$ 139,4 bilhões em dezembro, valor 24,5% superior ao de dezembro de 2007. As operações para pessoa física somavam R$ 58,4 bilhões e para pessoas jurídicas, R$ 75,4 bilhões, com alta de 18,5% e 31%, respectivamente.

A instituição espera que a carteira de crédito apresente em 2009 um crescimento entre 15% e 17%, sendo maior nas operações para pessoa jurídica, assim como já ocorreu no ano passado. A projeção leva em conta uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2%.

O banco trabalha, ainda, com um aumento da inadimplência, mas não fez projeções para o nível de atrasos que os clientes devem apresentar no decorrer deste ano. "Fizemos um aumento de provisões de R$ 130 milhões para lidar com as incertezas que teremos pela frente", afirmou Fabio Barbosa, presidente do banco no Brasil. O executivo acredita que a inadimplência vai subir nos primeiros meses, mas deve cair ao longo de 2009.

No ano passado, o índice da inadimplência da instituição foi de 5,8%, acima dos 5% de 2007. Segundo Barbosa, isso ocorreu por causa do mix de produtos do banco, que tem atuação modesta nos segmentos de consignado e veículos, modalidades de crédito em que o risco é menor. "O aumento de provisão está relacionado com esse mix menos favorável."

Maior banco da zona do euro em valor de mercado, o espanhol Santander obteve lucro líquido de 1,94 bilhão (US$ 2,5 bilhões) no quarto trimestre de 2008, com queda de 22% ante o lucro líquido de 2,49 bilhões de igual período do ano anterior. O resultado foi prejudicado por encargos maiores com ajustes contábeis e por uma provisão de 500 milhões para compensar clientes afetados pelos investimentos no esquema de Bernard Madoff. O balanço foi divulgado ontem, em Madri.

O banco já havia anunciado os resultados em 28 de janeiro, quando apontou queda de 2% no lucro líquido de 2008, para 8,88 bilhões. O Santander, cujas fortes operações de varejo o protegeram da turbulência global, disse que a receita financeira líquida saltou 45%, de 3,92 bilhões no quarto trimestre de 2007 para 5,7 bilhões no mesmo período do ano passado. O banco conseguiu ampliar as margens e compensar a fraqueza na expansão do crédito.

O banco disse que reservou todos os ganhos de capital de 2008, num total de 3,57 bilhões, para baixas contábeis e provisões, incluindo queda de 1,43 bilhão no valor de sua participação no Royal Bank of Scotland e Fortis. Ao fim de 2008, o Santander possuía 0,89% do RBS e de 1,85% do Fortis.

Em entrevista após o anúncio dos resultados, o presidente do Santander, Emilio Botín, garantiu que o grupo bancário não tem intenção de comprar mais bancos e se mostrou satisfeito com a atual diversificação da instituição, que está presente "na Espanha, Alemanha, Inglaterra e na América".

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