SÃO PAULO - O banco Santander fechou 2008 com lucro líquido consolidado de R$ 1,581 bilhão no Brasil, o que significa uma queda de 14,4% sobre o ganho obtido em 2007, de R$ 1,845 bilhão. De acordo com relatório disponível na página do banco na internet, este resultado inclui os números do Banco Real a partir de setembro e também uma amortização de ágio de R$ 571 milhões relativa a esta aquisição.

Ainda no balanço consolidado publicado, o total de ativos do banco mostra expansão de 193% em um ano, para R$ 340 bilhões, puxada pela aquisição do banco rival.

No mesmo documento, o Santander apresenta números pro-forma de 2007 e 2008, incluindo os dados integrais do Real, mas ressaltando que isso não necessariamente indica resultados futuros.

Neste caso, o lucro pro-forma somou R$ 2,759 bilhões no ano passado, com alta de 3,7% sobre 2007, quando teria sido de R$ 2,661 bilhões. O resultado bruto da intermediação financeira pro-forma antes das provisões para inadimplência cresceu 4,4% no período, para R$ 18,847 bilhões. Já a despesa de PDD saltou 34,4%, para R$ 6,950 bilhões.

A receita de prestação de serviços pro-forma subiu 3,6%, para R$ 8,100 bilhões, enquanto as despesas administrativas aumentaram 6,2%, para R$ 12,823 bilhões.

Ainda considerando os números pro-forma, o Santander encerrou o ano passado com ativos totais de R$ 315,045 bilhões, com alta de 14,1% sobre dezembro de 2007.

Também na comparação de 12 meses, a carteira de crédito avançou 24,5%, para R$ 139,410 bilhões. Nesta conta, destaque para o segmento de pessoas jurídicas, em que os empréstimos saltaram 31,0%, para R$ 75,391 bilhões. Para as pessoas físicas, a alta foi de 18,5%, para R$ 58,417 bilhões.

Em termos de depósitos (também pro-forma), o Santander viu crescimento de 34,9% no Brasil ao ano longo do ano passado, para R$ 123,987 bilhões.

Ao final de 2008, o patrimônio líquido do banco era de R$ 23,520 bilhões, montante 4,3% maior que o observado no encerramento do ano anterior.

Também hoje, na Espanha, o Santander global publicou os dados completos de seu balanço de 2008, sendo que o lucro já tinha sido antecipado na semana passada. O ganho líquido foi confirmado em 8,876 bilhões de euros para o exercício passado, o que representa queda de 2,03% sobre o ganho líquido 9,060 bilhões de euros apurado em 2007.

Pelo critério contábil usado pela matriz, a América Latina contribuiu com um lucro de 2,945 bilhões de euros para o banco, com alta de 10,4%. No caso da unidade brasileira, o resultado líquido foi de 1,105 bilhão de euros, mostrando crescimento de 22%.

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