Bruxelas, 3 dez (EFE) - O executivo-chefe do Grupo Santander, Alfredo Sáenz, reconheceu hoje que está muito preocupado com as ajudas de alguns países europeus aos bancos, pois colocam em risco a igualdade de condições no mercado da União Européia (UE).

Em um ato organizado pela Telefónica, Sáenz ressaltou que as ajudas podem dar uma vantagem competitiva injusta às entidades beneficiadas.

Ele explicou que, enquanto alguns países adotaram medidas de apoio aos bancos "transparentes e facilmente compreensíveis", as implementadas por outros "estão longe de ser transparentes e geram dúvidas" sobre sua compatibilidade com as normas de concorrência do bloco.

O executivo do Santander mostrou-se, no entanto, satisfeito com que a Comissão Européia (CE, braço Executivo da UE) tenha decidido agir a respeito para garantir "que as regras não sejam violadas".

Na terça-feira, a CE aceitou revisar as regras sobre as ajudas públicas aos bancos para facilitar as operações de recapitalização de entidades perante as queixas de países como França e Alemanha, que chegaram a acusar a UE de dificultar a superação da crise financeira.

"A realidade é que ainda não temos um mercado único no setor financeiro na Europa" e, neste contexto, acrescentou Sáez, "preocupam-me muito" as ações unilaterais de alguns países para apoiar seus bancos. EFE epn/db

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