Londres, 13 jul (EFE).- A agência de classificação de risco "Standard & Poor's" (S&P) considera que todo o mundo está se recuperando da maior recessão global desde a Segunda Guerra Mundial, mas a má notícia é que esta recuperação é lenta.

Londres, 13 jul (EFE).- A agência de classificação de risco "Standard & Poor's" (S&P) considera que todo o mundo está se recuperando da maior recessão global desde a Segunda Guerra Mundial, mas a má notícia é que esta recuperação é lenta. Em uma teleconferência sobre as perspectivas econômicas para a segunda metade de 2010, o diretor econômico de S&P, David Wyss, ofereceu esta conclusão ao analisar a origem e o andamento da crise econômica global, ao mesmo tempo em que estimou que levará anos para voltar ao níveis normais de taxa de desemprego. O economista destacou que a inflação não se apresenta como um problema para as economias, mas o crescimento é mais lento em algumas regiões do mundo, como na Europa. No caso dos países da zona do euro, Wyss estimou que a situação "é positiva, mas não tão positiva", já que o crescimento em 2010 se apresenta "débil", em torno de 1%, embora a agência acredite que em 2011 pode chegar a 1,9%. Acrescentou que tanto na Europa como no Japão a recuperação será lenta ao contrário dos Estados Unidos, onde o especialista estima que estará em torno dos 3,1% este ano. Segundo Wys, quando a recessão começou parecia que as economias emergentes podiam escapar desta situação, no entanto estas se "somaram" à crise, embora tenham saído melhor dela. Wyss lembrou como a bolha imobiliária nos EUA fez explodir a crise, embora ressalte que países como a Alemanha, Suíça e Canadá se situaram melhor devido a práticas bancárias mais conservadoras, o que tornou o mercado imobiliário mais estável. No entanto, o economista disse que a situação na Europa é pior pelo alto endividamento - como é o caso do Reino Unido -, o que "está criando problemas" no continente. Para S&P a situação econômica na Europa para a metade deste ano e 2011 estará focada nos efeitos que os cortes públicos impostos pelos Governos terão. EFE vg/pb

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