A economia brasileira não corre risco de contágio pela crise da Grécia, disse hoje Regina Nunes, presidente da agência de classificação de risco Standard & Poor's no Brasil, em entrevista à Rádio Eldorado. A economista também revelou que a agência mantém a perspectiva "estável" para o rating soberano do Brasil, hoje em BBB- (grau de investimento).

A economia brasileira não corre risco de contágio pela crise da Grécia, disse hoje Regina Nunes, presidente da agência de classificação de risco Standard & Poor's no Brasil, em entrevista à Rádio Eldorado. A economista também revelou que a agência mantém a perspectiva "estável" para o rating soberano do Brasil, hoje em BBB- (grau de investimento).

Regina avaliou que se a crise continuar por um tempo mais prolongado todos os países enfrentarão forte volatilidade em suas bolsas e moedas, mas ela considerou isso natural. "Dentro do que se espera, o mercado até que tem se comportado bem." Para a economista, as incertezas geradas pela crise são, de certa forma, previsíveis. "A dúvida é se o pacote de ajuda à Grécia será suficiente para gerar previsibilidade e estabilidade por um período maior de tempo."

A economista considerou natural a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada ontem, trazer considerações sobre a crise grega. "Eles têm que mencionar as possibilidades do futuro para proporcionar previsibilidade. Ninguém quer surpreender o mercado." Ela considera que a tendência de aumento da Selic está mantida. A S&P prevê que, no total, o Copom deve elevar a taxa de juros em 250 pontos-base.

Rating

Ao avaliar o desempenho do Brasil após receber o grau de investimento pela S&P, em 30 de abril de 2008, Regina disse que a performance do País desde então justifica a elevação de rating. "O País está no grupo dos países previsíveis e tem uma série de colchões que dá estabilidade à economia", disse, acrescentando que um desses colchões é a eficiência da política monetária, que tem mostrado resultado "acima e melhor que o esperado".

Na avaliação de Regina, o Brasil tem que fazer a "lição de casa", para evoluir mais rápido no grau de investimentos. "Reformas importantes e redução da burocracia são essenciais para diminuir gargalos, como os de infraestrutura, por exemplo", assinalou.

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