Londres, 17 out (EFE).- A agência de avaliação do risco Standard and Poors (S&P) colocou hoje em vigilância com implicações negativas as dotações de crédito AA-/A-1+ do banco suíço UBS e de suas subsidiárias UBS Ltd.

, UBS Loan Finance LLC, UBS Bank (Canadá) e UBS Securities LLC.

Em comunicado, a agência explicou que sua decisão reflete as dúvidas "sobre a capacidade de gerar receita" do banco suíço nas difíceis condições financeiras atuais, que provavelmente "persistirão em seus mercados principais no médio prazo".

A S&P avalia positivamente o plano de resgate do Governo suíço anunciado na quinta-feira, que ajudará a melhorar a liquidez do banco e a confiança dos clientes e os investidores.

No entanto, apesar do apoio oficial, a agência observa que levará um tempo para o banco reconstruir sua reputação.

Segundo a S&P, isso pode contribuir para que durante uma temporada o rendimento do banco esteja abaixo de seus concorrentes na mesma categoria 'AA'.

Banco europeu mais golpeado pela crise financeira internacional, o UBS anunciou na quinta-feira um acordo com o Banco Nacional da Suíça (BNS) para transferir US$ 60 bilhões de ativos sem liquidez de seu balanço a um fundo separado, administrado pela instituição estatal.

Este fundo será financiado com US$ 6 bilhões do UBS e por um empréstimo de US$ 54 bilhões de dólares do BNS.

Além disso, o UBS receberá uma injeção de capital de 6 bilhões de francos (3,7 bilhões de euros) da Confederação Helvética, em troca de um empréstimo de conversão obrigatória.

Uma vez feita a conversão, a Confederação Helvética terá 9,3% do capital do banco.

O UBS indicou na quinta-feira em comunicado que esta transação lhe permitirá limitar suas eventuais perdas futuras ligadas aos créditos "tóxicos" procedentes dos EUA, assegurar seu financiamento a longo prazo e diminuir os ativos ponderados em função do risco.

A Standard and Poor's avalia que o UBS poderia voltar a registrar lucro em 2009, mas que tudo dependerá de como o banco se administre em um ambiente econômico difícil, sobretudo nos mercados de capital que são a base de seu negócio. EFE jm/jp

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