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Salto no lucro é fruto da ampliação do crédito, diz Banco do Brasil

SÃO PAULO - O lucro do Banco do Brasil no quarto trimestre e em todo ano passado foi fruto do crescimento da carteira de crédito, afirmou hoje Antonio Francisco de Lima Neto, presidente do Banco do Brasil, depois de divulgar que a instituição teve um lucro líquido de R$ 2,944 bilhões nos três últimos meses de 2008, com alta de 142% sobre igual período de 2007, e de R$ 8,803 bilhões no acumulado do ano, avanço de 74% na comparação com o exercício precedente. De acordo com os dados anunciados pelo banco, a carteira de crédito do BB apresentou um crescimento de 39,9% no ano passado frente a 2007, representando a maior expansão em nove anos.

Valor Online |

Sob as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o saldo da carteira encerrou o ano em R$ 224,8 bilhões. No conceito ampliado (incluindo prestação de garantias, por exemplo), a carteira subiu 41,9%, para R$ 237,2 bilhões.

A carteira doméstica do banco terminou 2008 em R$ 209,7 bilhões, crescendo 40,4% ante o resultado obtido no ano anterior. "Nós superamos em mais de 9 pontos percentuais o desempenho da indústria bancária brasileira, que foi de 31,1%", acrescentou o presidente. Isto permitiu que a participação do Banco do Brasil no mercado brasileiro saísse de 16% no fim do ano passado e fechasse este ano em 17,1%.

Segundo Marco Geovanne Tobias, gerente geral de relações com investidores do BB, o crédito foi essencial, em um tempo em que o mundo passa por dificuldades neste mercado. "Os resultados mostram que o banco se focou no crédito e na melhoria da eficiência, além do crescimento dos negócios", enfatizou ele.

Geovanne explicou também que, no último trimestre de 2008, os efeitos extraordinários - aqueles que não se repetirão nos próximos balanços - tiveram um peso expressivo nos resultados, somando R$ 1,318 bilhões no período. "Somente com o reconhecimento dos ganhos atuariais relacionados com o fundo de pensão Previ somamos R$ 5,326 bilhões", afirmou ele.

Uma das limitações deste ganho no período foi o reconhecimento das perdas atuariais com o Cassi, passivo que envolve o sistema de assistência à saúde dos funcionários do banco, que atingiu o montante de R$ 1,259 bilhões. "Mesmo assim (excluindo os ganhos extraordinários), o resultado foi um lucro líquido com a atividade normal do banco de R$ 1,626 bilhões nos últimos três meses, 26% maior do que no ano anterior", completou Lima Neto.

A contabilização destes ativos e passivos só foi possível no quarto trimestre, segundo o banco, devido às novas regras determinadas pelo Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC) em outubro, que regulamentam as regras para devolução de superávit atuarial dos fundos de pensão. Vale destacar, no entanto, que o Banco do Brasil não recebeu ainda efetivamente dinheiro de volta da Previ.

Sem os efeitos extraordinários, em 2008 a instituição registrou lucro de R$ 6,685 bilhões em 2008, sendo que no ano anterior tinha sido de R$ 5,880 bilhões.

A margem financeira bruta (antes das provisões) no ano somou R$ 24,108 bilhões, com avanço de 15,9%. Após as despesas de PDD, a margem financeira somou R$ 17,308 bilhões em 2008, mostrando alta de 12,2% sobre 2007.

A inadimplência de pessoa física (contabilizando o atraso superior a 90 dias) em 2008 foi de 5,9% e a de pessoa jurídica marcou 1,7%. No ano anterior, os índices ficaram em 6,3% e 2,0% respectivamente. "Mesmo com a inadimplência baixa, fizemos um colchão de R$ 1.6 bilhão em provisões, para nos proteger de eventuais perdas, pois estamos em tempos de crise. Esta é uma boa prática neste momento", explicou Lima Neto.

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