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Saldo da balança comercial é o menor desde 2002

O superávit da balança comercial brasileira de 2008, de US$ 24,735 bilhões, foi o mais baixo registrado desde 2002, quando somou US$ 13,122 bilhões, segundo informou hoje o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Entre janeiro e outubro tivemos um ano excepcional para o comércio, com diversificação da pauta e dos destinos de exportação.

Agência Estado |

Mas, em novembro e dezembro, tivemos meses trágicos para o mundo. Mas mesmo assim o Brasil não foi tão afetado como outros países cujo comércio depende mais dos Estados Unidos ou exportam poucos produtos", disse o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral.

O secretário destacou que em outubro (quando a crise mundial já estava avançada), as exportações brasileiras cresceram 17,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Porcentual superior, por exemplo, ao verificado naquele mês pela Rússia, de 11,9%. Já o Chile, que é extremamente dependente da sua produção de cobre, viu suas exportações caírem 12,7% em outubro. Em novembro, continuou Barral, as exportações brasileiras permaneciam no azul, subindo 5% em relação a novembro de 2007, enquanto as da Argentina caíam 5,8% e as do Chile recuavam 19,8%.

Segundo o ministério, no bimestre novembro/dezembro de 2008, o valor total das exportações brasileiras subiu 1% em relação ao mesmo período de 2007. Esse pequeno crescimento foi sustentado, principalmente, por conta das vendas aos países em desenvolvimento, que subiram 4% no último bimestre de 2008 em relação ao último bimestre de 2007 e somaram US$ 14,7 bilhões. Já os embarques para os países desenvolvidos caíram 1,9% no último bimestre do ano passado, ficando em US$ 13,9 bilhões.

No resultado total do ano de 2008, em que as exportações somaram US$ 197,9 bilhões, os países em desenvolvimento responderam pela maior parte, comprando US$ 105,1 bilhões do Brasil (avanço de 29,1% ante 2007). Os países desenvolvidos responderam por US$ 92,8 bilhões, um crescimento de 17,1% em relação a 2007. Em 2008, os países da América Latina e do Caribe foram os principais compradores do Brasil, somando 25,9% do total exportado, praticamente mesmo patamar de 2007. Já os Estados Unidos, epicentro da crise financeira mundial, teve sua participação nas exportações brasileiras reduzida de 15,8% em 2007 para 14% em 2008. A União Européia, também afetada pela turbulência, teve uma redução de 25,2% para 23,4% no período.

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