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Salário médio de admissão cresce 3,9% no 1º semestre

O salário médio de admissão no Brasil cresceu 3,90% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A informação consta de levantamento do Ministério do Trabalho sobre o assunto com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O valor passou de R$ 669,96 para R$ 696,10.

Agência Estado |

"No governo Lula, o crescimento foi de 22,36%", declarou o ministro, com base em dados da mesma pesquisa que comparam o salário médio de admissão no primeiro semestre de 2003, primeiro ano do governo Lula, ao do mesmo período deste ano.

Lupi citou como causas para a alta do salário real de admissão o aumento do salário mínimo e a necessidade de contratação pelas empresas devido ao aquecimento da economia, com expansão da produção, de vendas, de investimento e de emprego. "É um círculo virtuoso", afirmou. O ministro comentou que em alguns setores está faltando mão-de-obra. "Na construção civil, por exemplo, não tem mais mestre de obra, não tem mais engenheiro. Então, as empresas oferecem salários maiores", afirmou.

O levantamento do ministério com dados do Caged mostra comparações por unidades da federação, setores profissionais, sexo e grau de instrução. "Isso aqui prova que todas as faixas salariais, de todos os setores, de todos os gêneros, de todo o Brasil estão tendo aumento real de salário de admissão", disse o ministro. Os funcionários públicos, no entanto, tiveram redução. Segundo Lupi, o motivo nesse caso é que no ano passado houve mais contratações no setor público de concursados em categorias de nível superior e este ano o foco está nos funcionários de nível médio, com salários menores.

Três unidades da federação mostram salários iniciais médios acima da média nacional: São Paulo, com R$ 818,09; Rio de Janeiro, com R$ 792,60; e Distrito Federal, com R$ 762,50. As demais 24 unidades da federação estão com salários abaixo da média, sendo o menor valor o do Piauí, que é de R$ 499.

Os homens ganham mais que as mulheres na média dos salários iniciais nacionais. A média de valor para os homens é de R$ 723,66, e para as mulheres, de R$ 640,96. A região com maior aumento no ganho real no primeiro semestre de 2008 em relação ao mesmo período do ano passado é o Nordeste, com 4,64%, enquanto no Sul foi captado o menor crescimento, de 2,81%.

Novos empregos

Lupi voltou a dizer que acredita que este ano o número de empregos gerados a mais que os cortados chegará a dois milhões. Ele lembrou que de janeiro a julho foram gerados 1,35 milhão de empregos em termos líquidos. Lupi reforçou que a geração de emprego, somada à alta real dos salários, influi para a expansão do consumo, que, por sua vez, realimenta o emprego e a renda.

De acordo com ele, a demanda vai continuar crescendo e isso é positivo. Ele não vê problemas com inflação. "O que estou vendo no mercado é queda de preços agrícolas, queda de preços de petróleo, é inflação caindo", disse. "Só há inflação quando falta produto e não falta produto no Brasil", afirmou.

 

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