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Salão imobiliário começa sem ampliar ofertas

Em meio ao forte clima de incerteza provocado pela crise financeira global, começa hoje a terceira edição do Salão Imobiliário São Paulo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista. Apesar de o setor defender que a alta demanda interna por habitação torna o mercado imobiliário no Brasil de certa forma imune à turbulência, o número de ofertas do evento não demonstra tanta confiança no crescimento dos negócios.

Agência Estado |

O total este ano é o mesmo do ano passado: 30 mil casas e apartamentos à venda, a partir de R$ 60 mil. A feira que reúne estandes de incorporadoras, construtoras, imobiliárias e bancos vai até domingo.

O Valor Geral de Vendas (VGV) estimado das unidades ofertadas no salão, de acordo com o Sindicato das Empresas de Compra e Vendas de Imóveis (Secovi), é de R$ 4 bilhões e a expectativa é movimentar um volume de negócios da ordem de R$ 300 milhões. Para o presidente do Secovi, João Crestana, a principal conseqüência da crise para o setor no Brasil pode ser um aumento nas taxas de juros cobradas no crédito. "O cenário de puxar um pouco os juros existe, mas nós discordamos. O mercado imobiliário precisa trabalhar para que os juros continuem baixos", afirma.

Mas diz que não é possivel fazer previsão do quanto seria o impacto da retração no crédito no desempenho das vendas ou no evento. Segundo Crestana, o comportamento do consumidor deve ser pouco afetado. "Como a parcela cabe no bolso, e ele sabe que em grande parte o custo é fixo ou determinado, não entendo que eles vão se constranger por causa da crise."

Por enquanto, os bancos têm segurado as taxas de juros. E as entidades participantes do salão anunciam facilidades e linhas de crédito especiais para o evento. O Unibanco, no entanto, já aposta na desconfiança do consumidor de não ter condições de honrar todas as parcelas ao longo dos anos de financiamento. A instituição lança no evento um seguro por perda de renda, válida por todo o período do crédito até 25 anos.

O Secovi quer abrir o debate sobre a crise e, paralelamente ao salão, promove a Convenção Imobiliária no hotel Holiday Inn, no Anhembi. Representantes de entidades internacionais do mercado imobiliário vão discutir as conseqüências no Brasil. Entre os convidados estão o presidente da NationalAssociation Realtors (NAR), Charles McMillan, o economista-chefe da entidade, Lawrence Yun, e Pamela W. Monroe, presidente Institute of Real Estate Management (Irem), dos EUA.

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