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Salão imobiliário começa hoje em SP

Em meio ao forte clima de incerteza provocado pela crise financeira global, começa hoje a terceira edição do Salão Imobiliário São Paulo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na zona norte da capital paulista. A feira, que reúne estandes de incorporadoras, construtoras, imobiliárias e bancos, vai até domingo (dia 28).

Agência Estado |

Apesar de o setor defender que a alta demanda interna por habitação torna o mercado imobiliário no Brasil de certa forma imune à turbulência, o número de ofertas do evento não demonstra tanta confiança no crescimento dos negócios. O total este ano é o mesmo do ano passado: 30 mil casas e apartamentos à venda, a partir de R$ 60 mil. O Valor Geral de Vendas (VGV) estimado das unidades ofertadas no salão, de acordo com o Sindicato das Empresas de Compra e Vendas de Imóveis (Secovi), é de R$ 4 bilhões e a expectativa é movimentar um volume de negócios da ordem de R$ 300 milhões.

Para o presidente do Secovi, João Crestana, a principal conseqüência da crise para o setor no Brasil pode ser um aumento nas taxas de juros cobradas no crédito. "O cenário de puxar um pouco os juros existe, mas nós discordamos. O mercado imobiliário precisa trabalhar para que os juros continuem baixos", afirma. Mas diz que não é possível fazer previsão do quanto seria o impacto da retração no crédito no desempenho das vendas ou no evento. Segundo Crestana, o comportamento do consumidor deve ser pouco afetado. "Como a parcela cabe no bolso, e ele sabe que em grande parte o custo é fixo ou determinado, não entendo que eles vão se constranger por causa da crise."

Por enquanto, os bancos têm segurado as taxas de juros. E as entidades participantes do salão anunciam facilidades e linhas de crédito especiais para o evento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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