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Saída de dólares é a maior desde 1999

O agravamento da crise financeira internacional fez o Brasil amargar em outubro o pior resultado do fluxo cambial em quase uma década. A saída líquida de US$ 4,639 bilhões pelo mercado de câmbio, registrada em outubro, foi a maior registrada desde janeiro de 1999 - mês em que o governo abandonou a política de câmbio controlado e o real experimentou forte desvalorização.

Agência Estado |

Na época, a fuga de capitais do País somou US$ 8,587 bilhões. Os dados foram divulgados ontem pelo Banco Central. O número reverteu o resultado de setembro, quando o Brasil recebeu US$ 2,8 bilhões.

No mês passado, a saída de dólares do Brasil foi acelerada pelo aumento da aversão ao risco dos investidores estrangeiros, que se desfizeram de investimentos no País e fizeram voltar os recursos aos seus países de origem.

O quadro desfavorável foi reforçado ainda pelo aumento de remessas de lucros e dividendos por multinacionais instaladas no Brasil. No total, o chamado fluxo financeiro, que engloba operações de investimento de diversos tipos, registrou saída líquida de US$ 6,249 bilhões em outubro.

Por fim, também pesou no saldo negativo total o resultado mais fraco da balança comercial. No segmento comercial do mercado de câmbio, no qual são computadas operações ligadas a exportações e importações, o superávit registrado foi de apenas US$ 1,610 bilhão. Normalmente, o fluxo comercial registra saldos bem mais expressivos.

"Os números foram ruins, mas poderia ter sido muito pior dada a situação desfavorável do cenário global. Tivemos saída expressiva da Bolsa de Valores e volume ainda grande de remessas de empresas", diz a economista Fernanda Feil, da consultoria Rosenberg & Associados.

Os dados do BC mostram ainda o efeito negativo da crise sobre o crédito para os exportadores. A média diária das operações de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), principal modalidade de financiamento do setor, foi de US$ 160,66 milhões em outubro, valor 32,7% menor que o registrado em setembro.

Apesar do número negativo, Fernanda Feil observou alguma melhora nos últimos dias. "Se compararmos ao pior período da crise, o fim de outubro já mostrava alguma recuperação."

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