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Os investimentos da Petrobrás no Equador superam os US$ 430 milhões, segundo informações da empresa. O valor foi desembolsado desde 1996, quando a estatal brasileira chegou ao país vizinho comprando suas primeiras participações em áreas para exploração de petróleo.

Para os próximos anos, havia previsão de um aporte de US$ 300 milhões.

Especialistas no setor de petróleo, porém, acreditam que a saída da Petrobrás do país vizinho é iminente, diante da resistência da empresa em aceitar contratos de prestação de serviços. A avaliação é reforçada por recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Relações Exteriores, Celso Amorim, que deram sinais nos últimos dias de que a questão seria decidida do ponto de vista estritamente comercial.

Na opinião de uma analista financeiro, as operações da Petrobrás no Equador não chegam a ser representativas para os negócios da companhia, uma vez que a produção no país vizinho equivale a apenas 0,6% do total de petróleo extraído pela companhia. A estatal já optou por devolver o Bloco 31, no qual ainda não produzia e espera negociar ressarcimento dos US$ 200 milhões investidos.

O consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, lembra que a situação no Equador é diferente da Bolívia, onde a empresa optou por assinar novos contratos. "Da Bolívia, nós somos reféns e perderíamos tanto quanto eles em caso de rompimento. O mesmo ocorre com o Paraguai. Mas o Brasil não depende em nada do Equador", comparou Pires, referindo-se à dependência do gás boliviano e da energia da binacional Itaipu.

Procurada pelo Estado, a Petrobrás informou apenas que continua negociando. Empossado na véspera, o ministro de Energia e Petróleo do país vizinho, Derlis Palacios, passou a quinta-feira em reuniões para tomar conhecimento do andamento das negociações com as petroleiras, informou sua assessoria de imprensa. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.