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Sadia reduz de forma acelerada exposição a derivativos

SÃO PAULO - Prestes a registrar o primeiro prejuízo anual em 64 anos de história, a Sadia está reduzindo de forma acelerada a sua exposição aos derivativos cambiais que levaram o balanço da empresa para o vermelho. Desde 30 de setembro, caiu de R$ 2,4 bilhões para R$ 678 milhões a exposição líquida da Sadia a esses instrumentos financeiros, segundo informou hoje o presidente do seu conselho de administração, Luiz Fernando Furlan.

Valor Online |

De acordo com ele, com o montante atual, a exposição já está enquadrada no patamar máximo definido no estatuto da companhia, de um valor correspondente a três meses de exportações.

Mesmo assim, a Sadia vai continuar reduzindo essas posições. O diretor de Relações com Investidores, Welson Teixeira, disse que a idéia é trazer a exposição a um patamar máximo de R$ 500 milhões, ou cerca de dois meses de exportações.

Furlan afirmou que o objetivo da empresa para 2009 é voltar a se beneficiar da valorização do dólar ante o real, que aumenta a receita das exportações em moeda local. Para isso, "o desafio diário" de reduzir as exposições aos derivativos, justificou ele.

A empresa ainda não sabe responder como a exposição esses instrumentos chegou ao patamar de R$ 2,4 bilhões. É esperado para o início de fevereiro o resultado de uma auditoria interna que trabalha na identificação dos responsáveis.

A depender do resultado da investigação, Furlan admitiu que a empresa poderá acionar judicialmente os eventuais envolvidos, assim como deve fazer a Aracruz com seu ex-diretor Financeiro Isac Zagury.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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