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Sadia já tomou conhecimento de ação judicial de investidor estrangeiro

SÃO PAULO - A Sadia já tomou conhecimento da ação de fraude registrada ontem na corte de Manhattan (EUA), nos Estados Unidos, pelo fundo Westchester Putnam Counties Heavy & Highway Laborers Local 60 Benefit Funds, em função da perda com derivativos superalavancados em dólar. De acordo com a assessoria de imprensa, a companhia está tomando as medidas cabíveis, mas não comenta ações em andamento.

Valor Online |

A companhia teve prejuízo de R$ 777,4 milhões no terceiro trimestre - o que a deve levar a ficar no vermelho no balanço anual. Em 30 de setembro, mesmo depois de ter reduzido a exposição aos derivativos de alto risco, a companhia ainda tinha uma posição líquida de US$ 2,3 bilhões relacionada aos contratos problemáticos.

O fundo americano alega que a empresa informou mal os investidores a respeito dos riscos aos quais o negócio - e, portanto, os acionistas - estavam expostos. O Westchester Putnam busca cobertura de danos, em valores não especificados, e a certificação como uma ação de classe, que atenda a outros investidores. A ação também acusa os principais executivos da companhia.

No Brasil, a Previ, caixa dos funcionários do Banco do Brasil, pode também promover uma ação de responsabilidades civil contra os administradores da empresa e também para ressarcimento de perdas. Iniciativas desse tipo, no Brasil, correm em benefício da empresa e não dos acionistas.

A fundação solicitou esclarecimentos sobre o ocorrido em assembléia, que ocorreu nesta segunda-feira. A companhia, entretanto, não divulgou detalhes das informações prestadas na assembléia ao mercado. Registrou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apenas a ata resumida do encontro.

A decisão sobre uma possível ação judicial será tomada em uma outra assembléia, após apresentação dos resultados de uma nova auditoria, proposta pela Previ. O estudo será feito pela BDO Trevisan e os resultados deverão ser conhecidos em 90 dias. A conclusão da primeira análise, realizada pela KPMG, que é também a auditoria da empresa, já foi encaminha à CVM.

(Graziella Valenti | Valor Econômico, para o Valor Online)

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