As moedas foram reféns, ontem, do temor generalizado que se espalhou entre os investidores após o rebaixamento das notas da Grécia e de Portugal pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P). A causa da reclassificação de ratings, em ambos os países, é o risco fiscal.

As moedas foram reféns, ontem, do temor generalizado que se espalhou entre os investidores após o rebaixamento das notas da Grécia e de Portugal pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P). A causa da reclassificação de ratings, em ambos os países, é o risco fiscal. Isso minou os ânimos dos investidores nos mais diversos mercados mundiais. Assim, o otimismo na segunda-feira com a possibilidade de fluxo de recursos estrangeiros ao Brasil foi momentaneamente esquecido e o dólar, que na segunda-feira caiu quase 1%, ontem chegou a encostar em R$ 1,77. No encerramento, o dólar à vista subiu 1,15%, para R$ 1,7650 no balcão. Na mesma toada, o euro, que na sexta-feira bateu a máxima de US$ 1,34 com a formalização do pedido de ajuda da Grécia à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional, ontem recuou ao patamar de US$ 1,31. As Bolsas internacionais e a brasileira tombaram. Na Europa, a de Lisboa caiu 5,36%; a de Madri perdeu 4,19% e a de Atenas despencou 6%, mas fechou antes do anúncio da S&P. A Bovespa desabou 3,43%, aos 66.511,10 pontos, voltando a apurar perda em 2010 (-3,03%). Em Wall Street, o Índice Dow Jones, após uma série de seis pregões de alta, caiu 1,90%, na pior baixa desde 4 de fevereiro. O mercado futuro de juros ficou travado à espera da definição, hoje, sobre a nova taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária, do Banco Central. As apostas estão praticamente consolidadas em um aumento de 0,75 ponto porcentual na taxa básica de juros, que está em 8,75% ao ano. A taxa para julho de 2010 ficou em 9,508%.

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