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Ryanair reduz serviços e suspende operações para enfrentar altas taxas aeroportuárias e petróleo

SÃO PAULO - A companhia irlandesa de baixo custo Ryanair anunciou que irá reduzir seus serviços e mesmo fechar temporariamente algumas bases no final do ano. As medidas são reflexo da decisão da companhia de reduzir suas operações no aeroporto de Stansted, em Londres, em resposta ao aumento nas taxas aeroportuárias e no preço do petróleo.

Valor Online |

A empresa, que atua em 28 aeroportos europeus - a maioria deles secundários como o de Stansted -, vai reduzir em 25% sua presença nesse terminal londrino. Neste final de ano, ela baseará 28 aeronaves no aeroporto, contra os 36 do ano passado.

Além disso, a Ryanair anunciou uma redução de cerca de 14% nos vôos semanais, dos 1.850 do fim de 2007 para 1.600 nos últimos meses deste ano. Com isso, a companhia avalia que 900 mil passageiros a menos devem passar por Stansted no final deste ano em comparação ao ano anterior.

Segundo a empresa, apenas neste ano, a BAA, administradora do aeroporto, elevou em 15% as taxas de operação, após as ter dobrado no ano passado.

Nas contas da Ryanair, ela perderá menos dinheiro deixando esses oito aviões parados do que operando a partir de um terminal caro como o de Stansted, durante o inverno quando as tarifas são muito baixas, mas os preços do petróleo continuam teimosamente altos.

A empresa diz ter entrado em contato com a BAA para pedir descontos nas taxas aeroportuárias durante o inverno e, assim, manter as operações normais. Mas como a maioria dos monopólios, a BAA descartou o pedido razoável da Ryanair, critica a companhia aérea.

Segundo ela, a administradora prefere ter menos passageiros do que trabalhar com os clientes das companhias aéreas para reduzir custos e manter as pessoas voando durante um inverno de crise na indústria aérea.

Os cortes de freqüências deste inverno, que serão significativamente maiores que os do inverno passado, mostram quão prejudicial o monopólio da BAA se tornou para os consumidores e aos melhores interesses do turismo londrino e britânico e economicamente em geral, afirmou o executivo-chefe da Ryanair, Michael O'Leary, um dos mais ativos críticos da administradora britânica de aeroportos.

Além das medidas em Stansted, a companhia também decidiu interromper as operações em Basiléia (Suíça), Budapeste (Hungria), Cracóvia e Rzeszow (Polónia), Palma e Valência (Espanha) e Salzburgo (Áustria). Segundo a Ryanair, os custos nesses aeroportos estão entre os mais altos na Europa e de longe superam o potencial de receita que os passageiros estão preparados a pagar, particularmente durante o período de baixa temporada do inverno.

A companhia afirma que pediu descontos similares àqueles solicitados à BAA em Stansted, mas também não foram contemplados. Na ausência desse apoio, a Ryanair não tem alternativa senão cancelar essas rotas (temporariamente) e desenvolver seus negócios em outros locais, afirma a empresa em nota.

Essas suspensões devem ocorrer entre os dias 4 de novembro até 19 de dezembro. Na avaliação da Ryanair, isso levará a uma redução total de 1.980 vôos para esses destinos, sendo que Valência será o local mais afetado, perdendo 504 vôos e 302,5 mil passageiros.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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