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Ryanair fecha 1º trimestre fiscal com baixa de 85% em lucro líquido e pode encerrar ano com prejuízo

SÃO PAULO - A Ryanair, maior empresa de baixo custo da Europa, anunciou ter fechado seu primeiro trimestre fiscal (encerrado em junho) com queda de 85% no lucro líquido ante igual período de 2007. O ganho de 21 milhões de euros entre abril e junho se compara a 139 milhões de euros nos mesmos meses do ano passado. Como resultado, a companhia alertou que pode encerrar o atual ano fiscal com prejuízo líquido.

Valor Online |

O resultado trimestral foi prejudicado pela forte alta do petróleo. No primeiro trimestre fiscal, a companhia informa que seus gastos com combustíveis quase dobraram. No total, a conta da Ryanair com combustíveis aumentou 93%, para 367 milhões de euros. Agora, esses gastos representam praticamente metade de todos os custos operacionais da companhia, contra 36% no ano passado.

Ao mesmo tempo, a empresa afirma que a receita por passageiro caiu em relação ao ano anterior, pois o feriado de Páscoa ocorreu mais cedo. Em suas contas, essa receita recuou 8% entre o primeiro trimestre do ano fiscal anterior e o deste ano.

Ainda assim, o faturamento da Ryanair subiu 12% entre abril e junho, chegando a 777 milhões de euros. O tráfego de passageiros, por sua vez, aumentou 19%, para 15 milhões de pessoas transportadas.

A empresa alega que, considerando os atuais mecanismos de hedge (proteção) no mercado de petróleo, uma média de US$ 130 por barril de petróleo e uma queda média de 5% nas tarifas no ano, deverá registrar um resultado anual entre o equilíbrio financeiro e um prejuízo líquido de 60 milhões de euros.

Em nota, a companhia afirma ter contratos de hedge correspondentes a 90% de seu consumo para setembro, a preço de US$ 129 por barril, além de 80% do consumo do terceiro trimestre a US$ 124 por barril. Ela não tem proteção para os últimos três meses de seu ano fiscal. Continuamos acreditando que os preços do petróleo se mantêm sujeitos a uma exuberância irracional, afirma a empresa.

A perspectiva para o restante do ano fiscal está totalmente ligada às tarifas e preços de petróleo e permanece fraca. A emergente recessão econômica no Reino Unido e na Irlanda causada pela crise de crédito global e pelos altos preços do petróleo significam que a confiança do consumidor está afundando e acreditamos que isso terá um impacto adverso nas tarifas para o restante do ano, alega a Ryanair.

Em sua nota, a empresa afirma que vai responder a esses desafios com tarifas mais baixas e uma estratégia de preços agressiva para manter as pessoas voando e manter altas as taxas de ocupação. Acreditamos agora que nossa tarifa média para o ano deverá recuar até 5% se as tarifas européias continuarem a cair, diz a empresa. Segundo ela, essa estratégia será adotada embora a maioria de suas competidoras tenham elevado seus preços e as sobretaxas de combustíveis.

O mercado neste inverno será muito impactado pela escala das falências de companhias da União Européia e pela consolidação, que é inevitável sob esses altos preços do petróleo. As economias mais do que antecipadas pela Ryanair que virão das já realizadas reduções de capacidade e custos vão compensar parcialmente essa queda nas receitas, finaliza a companhia.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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